SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Homem 71 anos, natural de Águas Claras, residente em São Paulo, divorciado, com história de apresentar fezes finas com sangramento há 4 meses, acompanhada de emagrecimento significativo, desconforto abdominal em hipogástrio, procurou serviço médico de emergência por ter tido um episódio de sangramento anal de grande monta há 1 dia, acompanhado de tontura e sensação de desfalecimento. Ao EF, apresenta-se com instabilidade hemodinâmica e confusão mental. Assinale a alternativa que melhor descreve o atendimento inicial.
Sangramento GI com instabilidade hemodinâmica → Reanimação volêmica imediata e estabilização.
Em casos de sangramento gastrointestinal com instabilidade hemodinâmica e sinais de choque (tontura, confusão mental), a prioridade absoluta é a reanimação volêmica e a estabilização do paciente. Medidas diagnósticas específicas, como endoscopia ou colonoscopia, só devem ser realizadas após a estabilização.
A hemorragia digestiva aguda, especialmente quando maciça e acompanhada de instabilidade hemodinâmica, é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O paciente do caso clínico apresenta sinais clássicos de choque hipovolêmico devido à perda sanguínea significativa: sangramento de grande monta, tontura, desfalecimento, instabilidade hemodinâmica e confusão mental. O atendimento inicial de qualquer paciente em choque segue os princípios do ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Deficiência Neurológica, Exposição). No contexto de uma hemorragia, a prioridade máxima é a estabilização circulatória. Isso envolve a obtenção de dois acessos venosos calibrosos e o início imediato da reanimação volêmica com cristaloides (soro fisiológico ou Ringer lactato). A transfusão de hemácias deve ser considerada precocemente, especialmente se houver evidência de sangramento maciço ou anemia grave. Somente após a estabilização hemodinâmica do paciente, quando a perfusão tecidual for restaurada e os sinais vitais estiverem controlados, é que se deve prosseguir com a investigação diagnóstica para identificar a fonte do sangramento (endoscopia digestiva alta ou colonoscopia). Priorizar a investigação antes da estabilização pode levar a um agravamento do choque e a desfechos desfavoráveis. A monitorização contínua da perda sanguínea e dos parâmetros hemodinâmicos é crucial durante todo o processo.
Sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (PAS < 90 mmHg ou queda > 20 mmHg da basal), taquicardia (> 100 bpm), extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência (confusão, letargia) e oligúria.
A conduta inicial é a reanimação volêmica agressiva com cristaloides (soro fisiológico ou Ringer lactato) através de dois acessos venosos calibrosos, visando estabilizar a pressão arterial e a perfusão tecidual. Transfusão de hemácias deve ser considerada precocemente se houver sangramento maciço ou anemia grave.
A endoscopia digestiva alta ou colonoscopia devem ser realizadas após a estabilização hemodinâmica do paciente. Em casos de sangramento ativo e instabilidade, a prioridade é a reanimação; o procedimento diagnóstico e terapêutico é postergado até que o paciente esteja seguro para ser submetido a ele.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo