Hemorragia Coroidiana Expulsiva: Riscos e Manejo

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Durante facetomia, paciente queixa-se de dor intensa. A figura mostra a ultrassonografia momentos após a cirurgia. Quais os fatores de risco para a ocorrência ilustrada na figura?

Alternativas

  1. A) Idade menor que 30 anos, história familiar positiva e extração capsular.
  2. B) Glaucoma, comprimento axial aumentado e extração extracapsular.
  3. C) Hipermetropia, uso excessivo de substância viscoelástica e extração extracapsular.
  4. D) Ruptura de cápsula posterior, bradicardia e diabetes.

Pérola Clínica

Hemorragia expulsiva → ↑ Comprimento axial + Glaucoma + Idade + Hipotonia súbita.

Resumo-Chave

A hemorragia coroidiana expulsiva é uma complicação grave associada a fatores como glaucoma prévio, alta miopia (comprimento axial aumentado) e técnicas cirúrgicas com incisões maiores.

Contexto Educacional

A hemorragia coroidiana expulsiva é uma das complicações mais temidas na cirurgia de catarata. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos ciliares em resposta a uma queda abrupta da pressão intraocular (hipotonia), que não é compensada pela pressão venosa ou tecidual, levando ao extravasamento hemorrágico massivo para o espaço virtual supracoroidal. Pacientes com glaucoma apresentam vasos já fragilizados e flutuações pressóricas mais perigosas. Já no comprimento axial aumentado (míopes), a esclera e a coroide são mais finas e o suporte estrutural é reduzido. O manejo imediato envolve o fechamento rápido das incisões para tamponar o sangramento. O prognóstico visual é reservado e depende da extensão da hemorragia e do envolvimento da mácula ou expulsão de tecidos.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a hemorragia coroidiana expulsiva?

A hemorragia coroidiana expulsiva é o acúmulo súbito de sangue no espaço supracoroidal (entre a coroide e a esclera) durante uma cirurgia intraocular. É causada pela ruptura de artérias ciliares posteriores. Clinicamente, manifesta-se por dor intensa no paciente (se sob anestesia local), aumento da pressão intraocular, perda de reflexo vermelho e, em casos graves, expulsão do conteúdo intraocular pela incisão.

Quais são os principais fatores de risco sistêmicos e oculares?

Os fatores de risco oculares incluem glaucoma, comprimento axial aumentado (alta miopia), inflamação ocular crônica e cirurgias prévias. Os fatores sistêmicos principais são hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, aterosclerose e idade avançada. A técnica cirúrgica também influencia: incisões maiores (como na extração extracapsular) e episódios de hipotonia súbita durante o ato operatório aumentam drasticamente o risco.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico pós-operatório?

A ultrassonografia (modo B) é fundamental para confirmar o diagnóstico quando a visualização do fundo de olho é impossibilitada por opacidade de meios ou sangue. Ela revela descolamentos da coroide em formato de 'domo' ou 'beijo' (kissing choroidals), com conteúdo hiperecogênico no espaço supracoroidal, indicando a presença de sangue coagulado ou fluido hemorrágico.

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