CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente de 49 anos, sexo feminino, deu entrada no serviço de emergência com quadro de cefaléia, vômitos de repetição e ataxia da marcha. Seus sinais vitais à admissão eram: PA 198x134mmHg, FC 51bpm, FR 26 irpm, SpO2 95%, em ar ambiente. HGT 156mg/dL. Paciente não fazia uso de nenhuma terapia prévia. TC de crânio sem contraste identificou sangramento importante em região cerebelar. Podem estar presentes as seguintes manifestações oculares, exceto:
Hemorragia cerebelar → sinais de hipertensão intracraniana e disfunção cerebelar; paralisia III par é mais comum em lesões supratentoriais.
Hemorragias cerebelares frequentemente causam sinais de hipertensão intracraniana (cefaleia, vômitos, bradicardia, hipertensão) e disfunção cerebelar (ataxia, nistagmo). As manifestações oculares são geralmente relacionadas à compressão do tronco encefálico ou disfunção cerebelar, mas a paralisia isolada do III par é menos típica.
A hemorragia cerebelar é um tipo de acidente vascular cerebral hemorrágico que, embora menos comum que as hemorragias supratentoriais, pode ser rapidamente fatal devido à compressão do tronco encefálico e hidrocefalia aguda. A rápida identificação dos sinais e sintomas é crucial para o manejo adequado e a prevenção de desfechos catastróficos. A etiologia mais comum é a hipertensão arterial sistêmica, como sugerido pela pressão arterial elevada no caso. Clinicamente, pacientes com hemorragia cerebelar frequentemente apresentam a tríade clássica de cefaleia, vômitos e ataxia. Sinais de hipertensão intracraniana, como a Síndrome de Cushing (hipertensão, bradicardia e alterações respiratórias), indicam gravidade e a necessidade de intervenção imediata. As manifestações oculares podem ser variadas, incluindo nistagmo, paresia do olhar conjugado e, em casos de compressão do tronco, alterações mais complexas. A paralisia do III par craniano (oculomotor) é classicamente associada a lesões supratentoriais com herniação uncal, que comprimem o nervo contra a tenda do cerebelo. Embora uma grande hemorragia cerebelar possa causar compressão do tronco encefálico e afetar múltiplos nervos cranianos, a paralisia isolada do III par é menos típica como manifestação direta da lesão cerebelar em comparação com as outras opções apresentadas, que refletem mais diretamente a disfunção cerebelar ou a compressão local.
Os sintomas incluem cefaleia súbita, vômitos, tontura, vertigem, ataxia da marcha e disartria. Sinais de hipertensão intracraniana, como bradicardia e hipertensão arterial (Síndrome de Cushing), também são comuns.
Pode causar paresia do olhar conjugado em direção à lesão, nistagmo, blefarospasmo e fechamento involuntário de um olho devido à disfunção cerebelar ou compressão do tronco encefálico.
A paralisia isolada do III par é mais frequentemente associada a lesões supratentoriais com herniação uncal ou aneurismas. Embora compressão do tronco encefálico por uma grande hemorragia cerebelar possa afetar o III par, outras manifestações oculares são mais típicas da disfunção cerebelar.
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