SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, de 45 anos, teve diagnóstico de tuberculose há cinco anos e abandonou o tratamento antes de completar seis meses. Está internada com hemoptise ocasional, para investigação e controle. O radiograma de tórax apresenta opacidades heterogêneas com áreas confluentes ao ápice do pulmão esquerdo. No momento do exame físico, a paciente apresenta volumosa hemoptise. Nesse caso, qual é a conduta imediata a ser tomada?
Hemoptise volumosa → Decúbito lateral sobre o lado sangrante + Trendelenburg para proteger via aérea.
Em casos de hemoptise volumosa, a prioridade é proteger a via aérea do paciente. Colocar o paciente em decúbito lateral sobre o pulmão sangrante e em Trendelenburg ajuda a evitar que o sangue aspire para o pulmão contralateral, minimizando o risco de asfixia e insuficiência respiratória aguda.
A hemoptise volumosa é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção rápidos, pois pode levar à asfixia e morte. Pacientes com sequelas de tuberculose, como bronquiectasias ou cavernas, são particularmente suscetíveis a episódios de sangramento pulmonar significativo. A prioridade máxima no manejo é a proteção da via aérea e a manutenção da oxigenação. Diante de uma hemoptise volumosa, a conduta imediata é posicionar o paciente em decúbito lateral sobre o pulmão que se presume ser a fonte do sangramento, com a cabeça levemente para baixo (posição de Trendelenburg). Este posicionamento utiliza a gravidade para evitar que o sangue aspire para o pulmão contralateral, que está funcionando, e comprometa ainda mais a troca gasosa. A identificação do lado sangrante pode ser feita por história clínica, exame físico ou radiografia de tórax prévia. Após o posicionamento inicial, outras medidas incluem a estabilização hemodinâmica, oxigenoterapia e, se necessário, intubação orotraqueal seletiva ou broncoscopia para localizar e controlar o sangramento. A intubação em sequência rápida deve ser considerada se houver falha respiratória iminente, mas o posicionamento é uma medida inicial crucial para ganhar tempo e otimizar a segurança do procedimento.
Hemoptise volumosa ou maciça é geralmente definida como a expectoração de 100 a 600 mL de sangue em 24 horas, ou qualquer volume que cause comprometimento hemodinâmico ou respiratório, representando uma emergência médica grave.
O decúbito lateral sobre o pulmão que está sangrando, combinado com a posição de Trendelenburg, visa confinar o sangue no pulmão afetado, impedindo que ele se espalhe para o pulmão contralateral e cause asfixia ou comprometimento da oxigenação.
As causas mais comuns incluem bronquiectasias (frequentemente pós-tuberculose), tuberculose ativa, aspergiloma, câncer de pulmão, malformações arteriovenosas e, menos frequentemente, doenças autoimunes ou vasculites.
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