Hemoptise Maciça: Protocolos de Emergência e Manejo

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Em relação à hemoptise maciça, assinale a afirmativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) A principal causa de mortalidade é a asfixia e não, o sangramento.
  2. B) Sua principal origem é da circulação arterial brônquica e não, da circulação pulmonar.
  3. C) Em relação à terapia, a broncoscopia flexível atua moderadamente, no controle das vias aéreas e no controle do sangramento, enquanto a broncoscopia rígida quase não tem indicação para ambos.
  4. D) Embora pouco sensível, o raio-X de tórax é o primeiro exame que deve ser realizado.
  5. E) Nos pacientes instáveis, a cirurgia está indicada e naqueles estáveis o tratamento através de arteriografia e embolização da artéria brônquica (já identificada pela angio-TC) é a escolha.

Pérola Clínica

Hemoptise maciça → Broncoscopia Rígida é superior para controle de via aérea e sangramento.

Resumo-Chave

Na hemoptise maciça, a prioridade é a manutenção da patência da via aérea (prevenir asfixia), sendo a broncoscopia rígida a ferramenta de escolha pela capacidade de aspiração e intervenção.

Contexto Educacional

Hemoptise maciça é definida geralmente por volumes superiores a 300-600 ml em 24 horas ou qualquer volume que cause instabilidade hemodinâmica ou respiratória. A abordagem inicial foca na proteção do pulmão contralateral (posicionamento em decúbito lateral sobre o lado afetado) e isolamento da via aérea. A circulação brônquica, sob pressão sistêmica, é a fonte usual. O erro comum em provas é subestimar a broncoscopia rígida, que permanece como o padrão-ouro para intervenção aguda em sangramentos volumosos.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de morte na hemoptise maciça?

Diferente do que muitos pensam, a principal causa de óbito não é o choque hipovolêmico por perda sanguínea, mas sim a asfixia. O sangue preenche o espaço morto anatômico e os alvéolos, impedindo a troca gasosa. Apenas 150-400 ml de sangue na árvore traqueobrônquica são suficientes para comprometer gravemente a ventilação, tornando o manejo da via aérea a prioridade absoluta no atendimento inicial.

Por que a broncoscopia rígida é preferível à flexível?

A broncoscopia rígida possui um canal de trabalho muito mais amplo, permitindo a aspiração eficiente de grandes coágulos e sangue vivo que obstruiriam um broncoscópio flexível. Além disso, o próprio tubo rígido serve como via aérea segura, permitindo ventilação assistida e a passagem de instrumentos para controle direto do sangramento, como cateteres de Fogarty ou agentes pró-coagulantes, sendo indispensável na instabilidade.

Qual o papel da embolização de artéria brônquica?

A embolização por arteriografia é atualmente o tratamento de primeira linha para o controle definitivo do sangramento em pacientes estáveis ou estabilizados após a broncoscopia. Como cerca de 90% das hemoptises maciças originam-se da circulação arterial brônquica (alta pressão), a identificação do vaso nutridor pela angio-TC seguida de embolização seletiva apresenta altas taxas de sucesso imediato, postergando ou evitando a necessidade de cirurgia ressectiva.

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