Hemoptise Maciça: Abordagem e Manejo de Emergência

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015

Enunciado

Sobre a abordagem das hemoptises, podemos afirmar, exceto: 

Alternativas

  1. A) A hemoptise maciça não requer intervenção imediata, primeiramente deve-se procurar a causa para poder tratá-la;
  2. B) As prioridades no tratamento da hemoptise maciça envolvem estabelecer via aérea patente, isolar sangramento a um pulmão, manter o paciente em decúbito do lado comprometido;
  3. C) A hemoptise maciça é uma emergência médica, com elevada taxa de mortalidade. A principal causa de óbito é a asfixia, complicação bem mais frequente e temida do que o choque hipovolêmico;
  4. D) A TC de tórax e a broncoscopia ajudam a identificar o local do sangramento.

Pérola Clínica

Hemoptise maciça = emergência! Prioridade: via aérea, isolar sangramento, decúbito lado afetado.

Resumo-Chave

A hemoptise maciça é uma emergência médica grave, com alta mortalidade, principalmente por asfixia. A prioridade é estabilizar o paciente, proteger a via aérea e localizar/controlar o sangramento, antes mesmo de investigar a causa etiológica em profundidade.

Contexto Educacional

Hemoptise é a expectoração de sangue proveniente do trato respiratório inferior. A hemoptise maciça é definida por um volume significativo de sangramento (geralmente >100-600 mL em 24 horas, dependendo da definição), sendo uma emergência médica com alta taxa de mortalidade. A principal causa de óbito não é o choque hipovolêmico, mas sim a asfixia devido à inundação das vias aéreas pelo sangue, comprometendo a troca gasosa. A abordagem inicial da hemoptise maciça é focada na estabilização do paciente e na proteção da via aérea. Isso inclui garantir uma via aérea patente, intubação se necessário (preferencialmente com tubo de grosso calibre ou seletivo), posicionar o paciente em decúbito lateral com o pulmão sangrante para baixo para evitar a aspiração para o pulmão contralateral, e isolar o sangramento se possível (com broncoscopia ou balão). A investigação da causa, embora importante, é secundária à estabilização. Exames como a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução e a broncoscopia são cruciais para localizar o sítio do sangramento e identificar a etiologia (ex: bronquiectasias, tuberculose, carcinoma broncogênico, aspergiloma). O tratamento definitivo pode envolver embolização arterial brônquica (frequentemente a primeira linha), cirurgia ou outras terapias específicas para a causa subjacente.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de óbito na hemoptise maciça?

A principal causa de óbito na hemoptise maciça é a asfixia, devido à inundação das vias aéreas com sangue, e não o choque hipovolêmico, embora este também possa ocorrer.

Quais são as prioridades no tratamento inicial da hemoptise maciça?

As prioridades incluem estabelecer uma via aérea patente, isolar o pulmão sangrante (se possível), posicionar o paciente em decúbito lateral sobre o lado comprometido para evitar aspiração e iniciar a estabilização hemodinâmica.

Como a TC de tórax e a broncoscopia auxiliam na hemoptise?

A tomografia computadorizada (TC) de tórax ajuda a identificar a localização do sangramento e a causa subjacente. A broncoscopia, além de localizar o sangramento, permite intervenções terapêuticas como tamponamento ou cauterização.

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