INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Um rapaz de 22 anos de idade com história de fibrose cística apresentou quadro de tosse seguido por hemoptise volumosa (sangue vivo). Qual o provável sítio de sangramento?
Hemoptise volumosa em fibrose cística → Sangramento de artérias brônquicas hipertrofiadas.
Em pacientes com fibrose cística, a doença pulmonar crônica, caracterizada por bronquiectasias e inflamação, leva à hipertrofia e dilatação das artérias brônquicas. Essas artérias tornam-se a principal fonte de hemoptise, que pode ser volumosa e requer intervenção urgente.
A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e outros órgãos exócrinos. A doença pulmonar crônica, caracterizada por infecções recorrentes, inflamação e bronquiectasias, é a principal causa de morbidade e mortalidade. A hemoptise é uma complicação comum, e pode variar de estrias de sangue a sangramento maciço, sendo esta última uma emergência médica. O principal sítio de sangramento na hemoptise volumosa em pacientes com FC são as artérias brônquicas. Devido à inflamação crônica e à remodelação vascular nas áreas de bronquiectasia, essas artérias tornam-se hipertrofiadas, tortuosas e mais propensas a se romper. O sangue arterial sob alta pressão pode levar a sangramentos significativos. O manejo da hemoptise volumosa na FC é uma urgência e envolve estabilização do paciente, localização do sítio de sangramento (geralmente por tomografia computadorizada de tórax de alta resolução ou broncoscopia) e controle da hemorragia, sendo a embolização da artéria brônquica o tratamento de escolha. A cirurgia é reservada para casos refratários ou quando a embolização não é possível.
Na fibrose cística, a inflamação crônica e as bronquiectasias levam à hipertrofia e dilatação das artérias brônquicas, que são vasos de alta pressão. Essas artérias tornam-se frágeis e podem se romper, causando hemoptise.
A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica, proteção das vias aéreas (intubação se necessário), lateralização do paciente para o lado do sangramento e, frequentemente, embolização das artérias brônquicas para controlar a hemorragia.
Embora menos comuns para hemoptise volumosa, outras causas incluem infecções (aspergiloma), granulomatose com poliangiite, malformações arteriovenosas e, raramente, sangramento de capilares alveolares ou artéria pulmonar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo