IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Homem, 43 anos, atleta, dá entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), vítima de acidente automobilístico. Apresenta importante dor torácica, taquicardia de 140 bpm, taquipneia, turgência de jugulares e sudorese. Quando do exame físico, encontra-se área de escoriação e hematoma na região anterolateral do hemitórax direito ao nível do quinto espaço intercostal com crepitação. A ausculta cardiorrespiratória mostra ausência do murmurio vesicular no hemitórax direito e ritmo cardíaco regular em dois tempos. Diante deste quadro o diagnóstico e a conduta terapêutica são, respectivamente:
Trauma torácico + instabilidade hemodinâmica + turgência jugular + ausência MV → Hemopneumotórax hipertensivo = Descompressão imediata.
O quadro clínico de trauma torácico com dor intensa, taquicardia, taquipneia, turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular e crepitação subcutânea é altamente sugestivo de hemopneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que causa choque obstrutivo e requer descompressão imediata para salvar a vida do paciente, seguida de drenagem definitiva.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em acidentes automobilísticos, e o hemopneumotórax hipertensivo representa uma emergência com risco de vida imediato. Esta condição ocorre quando há acúmulo de ar (pneumotórax) e/ou sangue (hemotórax) no espaço pleural sob pressão positiva, comprimindo o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino para o lado contralateral, e comprometendo o retorno venoso ao coração, levando a um choque obstrutivo. O diagnóstico é eminentemente clínico e deve ser feito rapidamente, sem esperar por exames de imagem, em pacientes com trauma torácico que apresentam instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão, sudorese), insuficiência respiratória (taquipneia, dispneia), turgência de jugulares, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e crepitação subcutânea. A crepitação indica extravasamento de ar para o tecido subcutâneo, reforçando a suspeita de pneumotórax. A conduta terapêutica é a descompressão imediata. A toracocentese descompressiva com agulha é a primeira medida salvadora, transformando um pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, permitindo a estabilização temporária do paciente. Em seguida, deve-se realizar a toracostomia com drenagem em selo d'água para a drenagem definitiva do ar e/ou sangue, restabelecendo a pressão negativa no espaço pleural e a função cardiopulmonar. O manejo rápido e preciso é crucial para a sobrevida do paciente.
Os sinais clássicos incluem dor torácica intensa, dispneia, taquicardia, taquipneia, hipotensão, turgência de jugulares, desvio da traqueia para o lado contralateral, ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado e hiperressonância à percussão.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese descompressiva) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, no lado afetado. Isso é uma medida temporária, seguida pela inserção de um dreno torácico em selo d'água para drenagem definitiva.
Ambos podem causar choque obstrutivo com turgência jugular. No pneumotórax hipertensivo, há ausência de murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no hemitórax afetado. No tamponamento cardíaco, há abafamento das bulhas cardíacas e, frequentemente, pulsos paradoxais, sem alterações pulmonares significativas à ausculta e percussão.
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