AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Sobre o diabetes melito, analise as assertivas a seguir:I. A taxa de glicação da fração A1c da hemoglobina A (HbA1c) é expressa em porcentagem e se relaciona com a média das glicemias diárias nas últimas 3 semanas.II. É recomendada a meta de HbA1c <7,0% para indivíduos com qualquer tipo de diabetes, para prevenção de complicações macrovasculares em longo prazo, desde que não incorra em hipoglicemias graves e frequentes, exceto em idosos.III. Em idosos com diabetes melito, com objetivo de evitar hipoglicemia, uma meta de HbA1c <8,0% deve ser considerada quando houver status funcional comprometido, síndrome de fragilidade, presença de comorbidades que limitem a expectativa de vida e/ou alteração da função cognitiva.Quais estão corretas?
Meta HbA1c em idosos frágeis/comorbidades pode ser <8,0% para evitar hipoglicemia, diferente da meta geral <7,0%.
A assertiva I está incorreta, pois a HbA1c reflete a média das glicemias dos últimos 2-3 meses (90-120 dias), não 3 semanas. A assertiva II está incorreta porque a meta de HbA1c <7,0% não é para *qualquer* tipo de diabetes ou indivíduo, e sim para a maioria dos adultos não idosos, com ressalvas para evitar hipoglicemias. A assertiva III está correta, pois em idosos frágeis ou com comorbidades, metas mais flexíveis de HbA1c (<8,0%) são recomendadas para evitar hipoglicemia, priorizando a segurança.
O diabetes mellitus é uma doença crônica de alta prevalência, cujo manejo adequado é crucial para prevenir complicações. A hemoglobina glicada (HbA1c) é um marcador essencial do controle glicêmico, refletindo a média das glicemias dos últimos 2 a 3 meses. Embora a meta geral para a maioria dos adultos seja <7,0%, a individualização do tratamento é fundamental, especialmente em populações específicas. Em idosos, o manejo do diabetes exige uma abordagem mais flexível e centrada no paciente. A meta de HbA1c deve ser ajustada considerando fatores como expectativa de vida, presença de comorbidades, status funcional e risco de hipoglicemia. Metas mais rigorosas (<7,0%) podem ser apropriadas para idosos saudáveis com boa expectativa de vida, enquanto metas menos estritas (<8,0% ou até <8,5%) são recomendadas para idosos frágeis, com múltiplas comorbidades ou com alto risco de hipoglicemia. A prevenção de hipoglicemia é uma prioridade em idosos, pois esses eventos podem levar a quedas, fraturas, declínio cognitivo e aumento da mortalidade. Portanto, a decisão sobre a meta de HbA1c deve ser compartilhada com o paciente e baseada em uma avaliação abrangente de seu estado de saúde geral, priorizando a qualidade de vida e a segurança. Residentes devem dominar esses conceitos para oferecer um cuidado individualizado e eficaz.
A taxa de glicação da HbA1c reflete a média das glicemias diárias nas últimas 8 a 12 semanas, ou seja, aproximadamente 2 a 3 meses, correspondendo à vida média das hemácias.
Para a maioria dos adultos com diabetes, a meta de HbA1c recomendada é <7,0%, visando a prevenção de complicações micro e macrovasculares em longo prazo, desde que não incorra em hipoglicemias graves ou frequentes.
Em idosos com diabetes melito que apresentam status funcional comprometido, síndrome de fragilidade, comorbidades que limitam a expectativa de vida ou alteração da função cognitiva, uma meta de HbA1c <8,0% deve ser considerada para evitar hipoglicemia.
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