Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
São fatores podem levar a uma falsa elevação do valor da hemoglobina glicada, exceto:
Hemorragia aguda → Falsa redução da HbA1c devido à produção de novas hemácias não glicadas.
A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses. Condições que aumentam a vida útil das hemácias (como esplenectomia) ou que causam estresse oxidativo/glicação aumentada (IRC, alcoolismo crônico) podem elevar falsamente a HbA1c. Hemorragia aguda, ao promover a produção de hemácias jovens, não glicadas, leva a uma falsa redução.
A hemoglobina glicada (HbA1c) é um exame laboratorial fundamental para o diagnóstico e monitoramento do diabetes mellitus, pois reflete a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos 2 a 3 meses. Sua utilidade reside na capacidade de fornecer uma visão de longo prazo do controle glicêmico, superando as flutuações da glicemia capilar ou em jejum. No entanto, diversos fatores podem influenciar o valor da HbA1c, levando a resultados falsamente elevados ou reduzidos, o que é crucial para a interpretação clínica. Fatores que prolongam a vida útil das hemácias (como esplenectomia ou anemia aplásica) ou que aumentam o estresse oxidativo e a glicação (como insuficiência renal crônica, deficiência de ferro grave e alcoolismo crônico) podem elevar falsamente a HbA1c. Por outro lado, condições que encurtam a vida útil das hemácias ou aumentam a produção de hemácias jovens não glicadas (como anemias hemolíticas, hemorragias agudas, transfusões recentes e uso de eritropoietina) podem levar a uma falsa redução da HbA1c. Para residentes, é imperativo conhecer esses fatores para evitar erros diagnósticos e terapêuticos. Em situações onde a HbA1c pode estar alterada, outros métodos de avaliação glicêmica, como a glicemia de jejum ou o teste oral de tolerância à glicose, devem ser considerados para um diagnóstico preciso e um manejo adequado do paciente diabético.
Condições que prolongam a vida útil das hemácias (ex: esplenectomia, anemia aplásica) ou aumentam o estresse oxidativo/glicação (ex: insuficiência renal crônica, alcoolismo crônico, deficiência de ferro grave).
A hemorragia aguda estimula a eritropoiese, liberando grande quantidade de hemácias jovens na circulação. Essas hemácias têm menos tempo para serem glicadas, diluindo a proporção de HbA1c e levando a um valor falsamente baixo.
Não é confiável em condições que alteram o turnover das hemácias (anemias hemolíticas, hemoglobinopatias, hemorragias agudas/crônicas, transfusões recentes), insuficiência renal crônica avançada e uso de certos medicamentos.
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