UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
A coagulação do sangue consiste em uma série de reações bioquímicas sequenciais envolvendo a interação de proteínas, comumente referidas como fatores da coagulação, além de células (em particular, as plaquetas) e íons. O processo, em última análise, leva à formação de um coágulo, cujo principal componente é a fibrina. Deficiências dos fatores da coagulação podem ocasionar doenças hemorrágicas (coagulopatias). Sobre as bases moleculares das coagulopatias, é CORRETO afirmar que:
Hemofilia A: Herança recessiva ligada ao X; homens afetados (XHY), mulheres portadoras (XHX) com 50% de chance de transmitir.
A hemofilia A é uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência do Fator VIII da coagulação, com padrão de herança recessivo ligado ao cromossomo X. Isso significa que homens (XY) com o alelo mutado em seu único cromossomo X são afetados, enquanto mulheres (XX) com um alelo mutado são geralmente portadoras assintomáticas, mas podem transmitir a doença.
As coagulopatias hereditárias representam um grupo de doenças caracterizadas por distúrbios na cascata de coagulação, resultando em sangramentos anormais. Dentre elas, as hemofilias são as mais conhecidas, sendo a Hemofilia A a mais comum, causada pela deficiência do Fator VIII. A Hemofilia A é uma doença de herança recessiva ligada ao cromossomo X. Isso implica que homens (XY) são afetados se herdarem o cromossomo X com o gene mutado, pois não possuem um segundo cromossomo X para compensar. Mulheres (XX) são geralmente portadoras assintomáticas se possuírem apenas um cromossomo X com o gene mutado, mas têm 50% de chance de transmitir o gene para cada filho. Em casos raros, mulheres podem manifestar a doença se forem homozigotas para o gene mutado ou por lionização desfavorável. Para residentes, é fundamental compreender a genética da hemofilia para aconselhamento genético e manejo clínico. O tratamento envolve a reposição do fator deficiente, seja Fator VIII para Hemofilia A ou Fator IX para Hemofilia B. O diagnóstico precoce e o tratamento profilático são cruciais para prevenir complicações hemorrágicas graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A Hemofilia A tem um padrão de herança recessivo ligado ao cromossomo X. Isso significa que o gene defeituoso está localizado no cromossomo X.
Homens possuem apenas um cromossomo X. Se esse cromossomo X carregar o alelo mutado para o Fator VIII, eles desenvolverão a doença. Mulheres possuem dois cromossomos X; se um deles tiver o alelo mutado, o outro cromossomo X geralmente compensa, tornando-as portadoras.
Uma mulher portadora de Hemofilia A tem 50% de chance de transmitir o alelo mutado para cada filho, independentemente do sexo. Se for um filho homem, ele terá 50% de chance de ter hemofilia. Se for uma filha, ela terá 50% de chance de ser portadora.
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