UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
A identificação do agente etiológico nas pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) aprimora o manejo da doença. Assim, a hemocultura pode ser um recurso laboratorial a ser considerado. Sobre o assunto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:(_) Trata-se de um método sensível e específico, pois geralmente as PAC são bacterêmicas. (_) Deve ser rotineiramente coletada em todas as PAC de etiologia bacteriana presumível. (_) Está indicada na presença de PAC complicada independentemente da história vacinal.
Hemocultura em PAC: baixa sensibilidade (raramente bacterêmica), não rotineira, indicada em PAC grave/complicada.
A hemocultura possui baixa sensibilidade para identificar o agente etiológico na Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), pois a bacteremia é incomum. Não é um exame de rotina, sendo reservada para casos de PAC grave, complicada ou com fatores de risco específicos, onde a probabilidade de um resultado positivo e o impacto na conduta são maiores.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum, e a identificação do agente etiológico pode guiar o tratamento antimicrobiano. No entanto, a hemocultura, embora um recurso laboratorial importante, possui limitações significativas no contexto da PAC. A primeira afirmativa está errada: a hemocultura não é um método sensível e específico para a PAC, pois a maioria dos casos de PAC não é bacterêmica, ou seja, o agente infeccioso não está presente na corrente sanguínea em concentrações detectáveis. Consequentemente, a segunda afirmativa também está errada: a hemocultura não deve ser coletada rotineiramente em todas as PACs de etiologia bacteriana presumível. A coleta indiscriminada leva a baixas taxas de positividade, custos desnecessários e, por vezes, a resultados falso-positivos que podem confundir o manejo. As diretrizes recomendam a coleta de hemoculturas apenas em situações específicas. A terceira afirmativa está correta: a hemocultura está indicada na presença de PAC complicada, independentemente da história vacinal. Outras indicações incluem PAC grave (especialmente em pacientes internados em UTI), imunocomprometidos, leucopenia grave, doença hepática crônica, asplenia funcional ou anatômica, e uso de drogas intravenosas. Nessas situações, a probabilidade de bacteremia é maior, e a identificação do patógeno pode ter um impacto significativo na escolha do antibiótico e no prognóstico do paciente.
A sensibilidade da hemocultura na PAC é relativamente baixa, com taxas de positividade variando de 5% a 15%, mesmo em casos de PAC bacteriana, pois a maioria das pneumonias não cursa com bacteremia.
A hemocultura é indicada em pacientes com PAC grave (internados em UTI), PAC complicada (derrame pleural, empiema, abscesso), imunocomprometidos, ou com fatores de risco para patógenos específicos (ex: uso de drogas IV, alcoolismo).
Não deve ser coletada rotineiramente devido à sua baixa sensibilidade, o que significa que a maioria dos resultados será negativa e não alterará a conduta empírica inicial. A coleta indiscriminada aumenta custos e pode gerar resultados falso-positivos.
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