UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
A.L.M., 55 anos, sexo masculino, procura atendimento referindo escurecimento da pele, dores articulares, poliúria, polidipsia, atrofia testicular e icterícia. Ao exame físico, apresenta-se com hepatomegalia a deformidades articulares. Exames laboratoriais mostram saturação de transferrina de 60% e ferritina de 2.500 ug/L. Em relação a essa doença, marque a alternativa correta:
Hemocromatose: sobrecarga de ferro hereditária → rastreamento familiar com ferritina e saturação de transferrina.
A hemocromatose hereditária é uma doença autossômica recessiva de sobrecarga de ferro, com manifestações clínicas tardias. O rastreamento de familiares de primeiro grau é crucial para diagnóstico precoce e prevenção de danos orgânicos irreversíveis, utilizando ferritina e saturação de transferrina.
A hemocromatose hereditária é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada pelo acúmulo excessivo de ferro em diversos órgãos, como fígado, coração, pâncreas e articulações. É uma das doenças genéticas mais comuns em populações de ascendência europeia, com prevalência significativa, mas muitas vezes subdiagnosticada devido à sua apresentação tardia e inespecífica. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações graves. A fisiopatologia central envolve uma absorção intestinal de ferro desregulada e aumentada, principalmente devido a mutações no gene HFE, sendo a C282Y a mais comum. Essa mutação leva à diminuição da hepcidina, um hormônio regulador do metabolismo do ferro, resultando em maior absorção. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como fadiga, artropatia, hepatomegalia, hiperpigmentação cutânea ("diabetes bronzeado"), diabetes mellitus, cardiomiopatia e hipogonadismo, e confirmado por níveis elevados de ferritina sérica e saturação de transferrina, seguidos por teste genético. O tratamento primário consiste em flebotomias terapêuticas regulares para remover o excesso de ferro do corpo, visando manter a ferritina sérica em níveis normais. O prognóstico é excelente se a doença for diagnosticada e tratada antes do desenvolvimento de cirrose ou outras complicações orgânicas. O rastreamento de familiares de primeiro grau é fundamental para identificar portadores assintomáticos e iniciar o tratamento preventivo, evitando morbidade e mortalidade.
Os sintomas incluem fadiga, dor articular, escurecimento da pele ("diabetes bronzeado"), hepatomegalia, diabetes mellitus, cardiomiopatia e hipogonadismo, geralmente manifestando-se após os 40 anos.
O rastreamento familiar é crucial para identificar indivíduos assintomáticos com a mutação genética, permitindo intervenção precoce (flebotomias) e prevenindo o desenvolvimento de danos orgânicos irreversíveis.
Os exames iniciais incluem a dosagem de ferritina sérica e a saturação de transferrina. Valores elevados sugerem sobrecarga de ferro e indicam a necessidade de teste genético para mutações no gene HFE.
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