Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
A hemobilia é uma condição rara que é sempre difícil de ser distinguida das causas mais frequentes de sangramento gastrointestinal. Com relação a esse quadro, assinale a alternativa correta.
Hemobilia: sangramento arterial para via biliar é comum, venoso portal é raro.
A hemobilia, embora rara, é um sangramento para a árvore biliar, geralmente de origem arterial (ex: aneurismas, fístulas arteriobiliar). O sangramento venoso portal para a via biliar é extremamente incomum, diferenciando-se de outras causas de sangramento gastrointestinal.
A hemobilia é uma condição rara caracterizada pelo sangramento para dentro da árvore biliar, que pode se manifestar como hemorragia gastrointestinal. É um diagnóstico diferencial importante em pacientes com sangramento digestivo, especialmente se houver história de trauma hepático ou procedimentos biliares. A fisiopatologia geralmente envolve a formação de uma fístula entre um vaso sanguíneo (mais comumente arterial) e o sistema biliar. As causas mais frequentes são iatrogênicas (pós-biópsia hepática, cirurgia biliar) ou traumáticas. A tríade de Quinke (dor em cólica, icterícia e sangramento gastrointestinal) é clássica, mas nem sempre presente. O diagnóstico da hemobilia pode ser desafiador, exigindo exames como ultrassonografia, tomografia computadorada, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e, principalmente, angiografia, que é tanto diagnóstica quanto terapêutica. O tratamento de escolha é a embolização arterial seletiva. A cirurgia é reservada para casos de falha da embolização, sangramento maciço ou instabilidade hemodinâmica.
A tríade clássica de Quinke inclui dor em cólica no quadrante superior direito, icterícia e sangramento gastrointestinal (melena ou hematêmese), embora nem sempre completa.
As causas mais comuns são iatrogênicas (após biópsia hepática, colecistectomia, CPRE) ou traumáticas. Outras causas incluem aneurismas da artéria hepática, fístulas arteriobiliar e tumores.
O diagnóstico pode ser desafiador, utilizando ultrassonografia, TC, angiografia e CPRE. O tratamento preferencial é a embolização arterial seletiva guiada por angiografia, sendo a cirurgia reservada para falha da embolização ou instabilidade hemodinâmica.
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