PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Uma mulher de 35 anos, vítima de trauma hepático, hemodinamicamente estável, presentou episódio de hemobilia após 72 horas de tratamento conservador. Qual é o tratamento de escolha?
Hemobilia pós-trauma hepático em paciente estável → Embolização seletiva por arteriografia é o tratamento de escolha.
A hemobilia é uma complicação rara, mas grave, do trauma hepático, que pode se manifestar dias ou semanas após o evento. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a arteriografia com embolização seletiva é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, permitindo o controle do sangramento sem cirurgia.
A hemobilia, sangramento para o trato biliar, é uma complicação infrequente, mas potencialmente grave, do trauma hepático, especialmente após lesões que afetam vasos sanguíneos e ductos biliares. Sua incidência é maior em traumas penetrantes ou após procedimentos invasivos, mas pode ocorrer em traumas contusos tratados conservadoramente, manifestando-se dias ou semanas após o evento inicial. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações maiores. A fisiopatologia envolve a formação de uma fístula arteriovenosa ou arteriobiliar dentro do fígado, que se rompe para o sistema biliar. O diagnóstico é suspeitado pela tríade de dor abdominal, icterícia e sangramento gastrointestinal (melena ou hematoquezia). A confirmação diagnóstica e a localização do sangramento são realizadas por arteriografia, que também oferece a oportunidade terapêutica. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a embolização seletiva por arteriografia é o tratamento de escolha, com altas taxas de sucesso e menor morbimortalidade em comparação com a cirurgia. A cirurgia é reservada para casos de falha da embolização, instabilidade hemodinâmica persistente ou lesões complexas que exijam reparo cirúrgico direto. O prognóstico geralmente é bom com o tratamento adequado e acompanhamento.
A hemobilia pode se manifestar com a tríade de dor abdominal, icterícia e melena ou hematoquezia. Pode haver também anemia e hipotensão se o sangramento for volumoso, indicando a necessidade de avaliação urgente.
A embolização seletiva permite identificar e ocluir o vaso sangrante de forma minimamente invasiva, preservando o parênquima hepático e evitando a necessidade de cirurgia aberta, que possui maior morbimortalidade e tempo de recuperação.
Além da hemobilia, outras complicações incluem formação de biloma, abscesso hepático, fístula biliar, pseudoaneurisma e sangramento tardio, exigindo vigilância contínua e acompanhamento.
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