CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Paciente com hemianopsia homônima à esquerda e endotropia alternante, concomitante de 30Δ, em todas as posições do olhar, recente. Em posição primária do olhar, espera-se:
Hemianopsia + Desvio ocular → Diplopia por perda de correspondência dos campos remanescentes.
Na hemianopsia homônima, um desvio ocular (como endotropia) impede a sobreposição das ilhas de visão funcionais, gerando diplopia ou confusão.
A diplopia hemianópica é um fenômeno sensorial complexo. Em pacientes com hemianopsia homônima completa, a visão binocular depende da sobreposição perfeita dos dois hemicampos funcionais. Se o paciente desenvolve um estrabismo (como uma endotropia de 30 DP), os campos visuais 'deslizam' um em relação ao outro. No caso de hemianopsia à esquerda, o paciente já não enxerga o lado esquerdo do mundo. Se ele fixar com o olho esquerdo, a endotropia do olho direito fará com que a imagem caia em uma zona da retina que não corresponde à fóvea do olho fixador dentro do campo visual útil, resultando em diplopia na zona de intersecção dos campos funcionais.
Ocorre quando há um desvio ocular associado. Os campos visuais remanescentes de cada olho não se sobrepõem corretamente, criando áreas de diplopia ou 'buracos' no campo.
Com hemianopsia à esquerda e endotropia, ao fixar com o olho esquerdo, o olho direito (desviado para dentro) projeta imagens do seu campo funcional em áreas não correspondentes, gerando diplopia.
O tratamento pode envolver o uso de prismas para deslocar o campo visual ou cirurgia de estrabismo para alinhar os campos funcionais remanescentes.
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