CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Qual o padrão de defeito campimétrico, entre os abaixo (a,b,c,d), é mais característico de um paciente com a lesão evidenciada pela imagem seguinte?
Lesão no quiasma óptico → Hemianopsia bitemporal por acometimento das fibras nasais decussantes.
O quiasma óptico é o local onde as fibras das hemirretinas nasais (responsáveis pelo campo temporal) se cruzam. Lesões compressivas centrais, como adenomas de hipófise, causam perda visual periférica bilateral.
A neuro-oftalmologia é um tema recorrente em provas de residência, focando na correlação entre a anatomia da via óptica e os defeitos de campo visual. O quiasma óptico é o ponto crítico de decussação das fibras nasais. Lesões nesta região resultam em hemianopsia bitemporal, um sinal clássico de patologias da sela túrcica. O diagnóstico diferencial envolve lesões pré-quiasmáticas (nervo óptico), que causam defeitos ipsilaterais, e lesões pós-quiasmáticas (trato óptico, radiações e córtex), que resultam em hemianopsias homônimas contralaterais. A precisão na interpretação do campo visual permite a localização anatômica precisa da patologia neurológica.
A causa mais comum é a compressão do quiasma óptico, frequentemente por um adenoma de hipófise, que interrompe as fibras nervosas provenientes das metades nasais de ambas as retinas.
As fibras da retina nasal cruzam no quiasma para o lado oposto, enquanto as fibras da retina temporal permanecem no mesmo lado. Por isso, uma lesão central no quiasma afeta apenas a visão temporal de ambos os olhos.
O exame mostrará perda de sensibilidade ou escotomas nos quadrantes temporais (externos) de ambos os campos visuais, respeitando a linha média vertical.
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