CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
Qual defeito campimétrico visual, entre as alternativas abaixo, seja o mais esperado para o paciente com o exame de neuroimagem apresentado a seguir?
Lesão no quiasma óptico → Hemianopsia bitemporal.
Compressões quiasmáticas afetam as fibras nasais que decussam, resultando em perda dos campos visuais temporais de ambos os olhos.
A neuro-oftalmologia exige uma correlação precisa entre a anatomia da via óptica e os defeitos de campo visual. O quiasma óptico é o ponto crítico de decussação das fibras nasais. Lesões nesta topografia são marcos diagnósticos para patologias da sela túrcica. O diagnóstico diferencial de defeitos campimétricos que respeitam o meridiano vertical deve sempre considerar etiologias neurológicas. A hemianopsia bitemporal é frequentemente o primeiro sinal de um tumor hipofisário em crescimento, precedendo sintomas endócrinos em muitos casos.
A causa mais comum é a compressão do quiasma óptico por tumores, sendo o adenoma de hipófise o principal representante. Outras causas incluem craniofaringiomas, meningiomas e aneurismas da artéria carótida interna.
No quiasma óptico, as fibras provenientes da retina nasal (responsáveis pelo campo visual temporal) cruzam para o lado oposto. Por isso, uma lesão central no quiasma interrompe essas fibras de ambos os olhos, gerando o defeito bitemporal.
O padrão clássico mostra uma perda de sensibilidade ou escotoma que respeita a linha média vertical, afetando as metades externas (temporais) da visão em ambos os olhos, enquanto os campos nasais permanecem preservados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo