INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Um homem de 63 anos, hipertenso e diabético não insulino dependente apresenta queixa de hematoquezia há quatro meses e nega tenesmo, perda ponderal ou história familiar para neoplasia. Ao exame: Paciente eutrófico, hipocorado 2+/4+, anictérico, acianótico, eupneico em ar ambiente e afebril. Restante do exame físico sem alterações evolutivas. O prosseguimento da investigação deve ser com:
Hematoquezia em idoso, mesmo sem outros sintomas alarmantes → SEMPRE investigar neoplasia colorretal com colonoscopia.
Hematoquezia em pacientes acima de 50 anos, especialmente com comorbidades como hipertensão e diabetes, exige investigação completa do cólon com colonoscopia para excluir neoplasias, mesmo na ausência de outros sinais de alarme.
A hematoquezia, ou sangramento retal de sangue vivo, é um sintoma comum que pode variar de causas benignas a condições graves, como neoplasias colorretais. Em pacientes idosos, a investigação deve ser sempre rigorosa, dada a maior incidência de câncer colorretal nessa faixa etária. A presença de hematoquezia em um homem de 63 anos, mesmo sem outros sintomas alarmantes como perda ponderal ou tenesmo, é um sinal de alerta para neoplasia colorretal. Fatores de risco como hipertensão e diabetes, embora não diretamente relacionados à etiologia do sangramento, indicam um paciente com comorbidades que necessita de atenção. A hipocromia sugere anemia crônica por perda sanguínea. O toque retal é um exame inicial indispensável para avaliar o ânus e o reto distal. No entanto, a colonoscopia é o exame de escolha para investigar a hematoquezia em pacientes acima de 50 anos, pois permite a visualização completa do cólon, a identificação da fonte do sangramento e a biópsia de lesões suspeitas, sendo crucial para o diagnóstico precoce de câncer colorretal.
A colonoscopia é o exame padrão ouro para investigar hematoquezia em idosos, pois permite visualizar diretamente toda a mucosa do cólon e reto, identificar a fonte do sangramento e realizar biópsias de lesões suspeitas, como pólipos ou tumores.
As principais causas incluem doença diverticular, angiodisplasias, colite isquêmica, pólipos e, mais importante, neoplasias colorretais. Hemorroidas e fissuras anais também são comuns, mas devem ser diferenciadas.
O toque retal permite identificar lesões anais e retais baixas, como hemorroidas, fissuras, massas tumorais palpáveis e avaliar a presença de sangue nas fezes, orientando a investigação subsequente.
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