Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Nos últimos anos, tem crescido o interesse por parte dos pediatras e neurologistas pela compreensão do impacto dos traumas cranianos em crianças. O Traumatismo Craniano (TC), é uma das causas mais comuns de trauma em crianças, sendo responsável por alto índice de internamento hospitalar, com significativa taxa de morbidade e mortalidade. Em relação ao TC, é INCORRETO afirmar que:
Hematoma subdural é tipicamente venoso, não arterial, e pode se espalhar amplamente sobre o hemisfério cerebral.
O hematoma subdural (HSD) resulta do sangramento de veias em ponte que atravessam o espaço subdural, sendo, portanto, predominantemente de origem venosa. Diferente do hematoma epidural, que é arterial e biconvexo, o HSD pode se estender por grandes áreas do cérebro, assumindo formato de crescente na tomografia, e é mais comum em crianças devido à maior fragilidade vascular e mobilidade cerebral.
O Traumatismo Craniano (TC) em crianças é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, exigindo um conhecimento aprofundado de suas particularidades fisiopatológicas e de imagem. A anatomia cerebral pediátrica, com maior proporção cabeça-corpo e menor mielinização, torna as crianças mais vulneráveis a certos tipos de lesões. A compreensão dos diferentes tipos de lesões intracranianas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. Entre as lesões mais comuns, destacam-se a contusão cerebral, o hematoma epidural, o hematoma subdural e a lesão axonal difusa (LAD). A contusão cerebral resulta do impacto direto do cérebro contra as proeminências ósseas do crânio. O hematoma epidural é uma coleção de sangue no espaço extradural, geralmente arterial (artéria meníngea média), associada a fraturas e com aspecto biconvexo na TC. Já o hematoma subdural, que é o ponto-chave da questão, é uma coleção de sangue no espaço subdural, predominantemente de origem venosa (ruptura de veias em ponte), e se apresenta como uma imagem em crescente que pode se espalhar amplamente sobre o hemisfério cerebral. A Lesão Axonal Difusa (LAD) ocorre em traumas graves, sendo secundária a mecanismos de aceleração e desaceleração que causam forças de cisalhamento e estiramento dos axônios. Para o residente, é crucial saber diferenciar essas lesões pela clínica e, principalmente, pelos achados de imagem na tomografia computadorizada, pois cada uma tem implicações prognósticas e terapêuticas distintas. A identificação correta da origem do sangramento (arterial vs. venoso) é um diferencial importante entre hematomas epidurais e subdurais.
O hematoma subdural em crianças é geralmente de origem venosa, resultante do rompimento das veias em ponte. Na tomografia computadorizada, apresenta-se como uma coleção em formato de crescente que pode se estender por grande parte do hemisfério cerebral, e é mais comum em traumas de aceleração-desaceleração.
O hematoma subdural (HSD) é tipicamente em formato de crescente e cruza as linhas de sutura, sendo de origem venosa. O hematoma epidural (HED) é biconvexo ou lenticular, não cruza as linhas de sutura, e é geralmente de origem arterial, frequentemente associado a fraturas ósseas.
A Lesão Axonal Difusa (LAD) é uma forma grave de lesão cerebral traumática, causada por forças de cisalhamento e rotação que danificam os axônios em múltiplos locais do cérebro. É frequentemente associada a traumatismos graves e pode resultar em coma prolongado e déficits neurológicos significativos, mesmo com achados tomográficos iniciais sutis.
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