UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Homem de 85 anos, em uso de anticoagulação oral por arritmia cardíaca, sofreu queda da própria altura com TCE leve. Nos dois meses seguintes à queda, a família vem percebendo dificuldade progressiva para a marcha e só após esse período resolveram levá-lo ao hospital. Ao exame você identifica hemiparesia esquerda proporcionada força grau 3. A tomografia de crânio está alterada. Dentre as opções descritas a seguir, qual é a alteração que você espera encontrar na tomografia que justifica todo o quadro do paciente?
Idoso anticoagulado + TCE leve + sintomas neurológicos progressivos (semanas/meses) → Hematoma Subdural Crônico.
Hematoma subdural crônico é comum em idosos, especialmente anticoagulados, devido à atrofia cerebral que estira as veias pontes. Um TCE leve pode causar sangramento lento, com sintomas neurológicos que se manifestam tardiamente.
O hematoma subdural crônico (HSDC) é uma coleção de sangue e seus produtos de degradação no espaço subdural, que se desenvolve lentamente ao longo de semanas ou meses após um trauma cranioencefálico (TCE), muitas vezes leve e esquecido. É mais comum em idosos, alcoólatras e pacientes em uso de anticoagulantes. A fisiopatologia envolve o rompimento de veias pontes devido à atrofia cerebral (comum em idosos), que estira essas veias e as torna vulneráveis a traumas mínimos. O sangramento lento forma uma coleção que pode crescer e causar sintomas neurológicos progressivos, como cefaleia, alterações cognitivas, distúrbios da marcha e déficits focais (ex: hemiparesia). O diagnóstico é feito pela história clínica e confirmado por neuroimagem (TC ou RM de crânio), que mostra uma coleção subdural hipodensa ou isodensa, em forma de crescente, com efeito de massa. O tratamento geralmente envolve drenagem cirúrgica, mas casos assintomáticos e pequenos podem ser observados.
Idosos apresentam atrofia cerebral, o que aumenta o espaço subdural e estira as veias pontes. Isso as torna mais frágeis e propensas a sangramento com traumas mínimos, especialmente em uso de anticoagulantes.
Os sintomas são frequentemente inespecíficos e progressivos, incluindo cefaleia, alterações cognitivas, distúrbios da marcha, fraqueza unilateral (hemiparesia) e, em casos avançados, rebaixamento do nível de consciência.
Na TC, o hematoma subdural crônico aparece como uma coleção em crescente hipodensa ou isodensa (dependendo do tempo) sobre a superfície cerebral, que pode causar efeito de massa e desvio da linha média.
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