Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 63 anos, em uso de AAS sofre queda da própria altura com recuperação espontânea, ainda assim, procura emergência e feito TC sem alterações sendo liberado. Qual poderia ser uma futura complicação desse trauma:
Idoso + Trauma leve + AAS → Risco ↑ Hematoma Subdural Crônico (mesmo com TC inicial normal).
Pacientes idosos, especialmente aqueles em uso de antiagregantes (AAS) ou anticoagulantes, têm maior risco de desenvolver hematoma subdural crônico após um trauma craniano, mesmo que leve e com TC inicial normal. Os sintomas podem surgir semanas ou meses depois.
O hematoma subdural crônico (HSDC) é uma coleção de sangue e seus produtos de degradação no espaço subdural, que se forma lentamente ao longo de semanas ou meses após um trauma craniano, muitas vezes leve. É particularmente prevalente em idosos, devido à atrofia cerebral que tensiona as veias pontes e as torna mais vulneráveis a rupturas. A fisiopatologia envolve o sangramento lento de veias pontes rompidas, que se acumula no espaço subdural. Fatores de risco incluem idade avançada, uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (como o AAS), alcoolismo e distúrbios de coagulação. A apresentação clínica é insidiosa, com sintomas neurológicos progressivos e inespecíficos, como cefaleia, alterações cognitivas, déficits motores e distúrbios de marcha, que podem ser erroneamente atribuídos ao envelhecimento. O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que tipicamente mostra uma coleção hipodensa ou isodensa em forma de crescente sobre a superfície cerebral. É crucial ter alta suspeição em idosos com história de trauma, mesmo que leve e com TC inicial normal, pois o hematoma pode não ser visível imediatamente. O tratamento geralmente envolve drenagem cirúrgica.
Idosos frequentemente apresentam atrofia cerebral, o que estica e torna mais frágeis as veias pontes que atravessam o espaço subdural. Isso as torna mais suscetíveis a rupturas mesmo com traumas de baixa energia.
O uso de antiagregantes plaquetários como o AAS aumenta o risco de sangramento e dificulta a coagulação, favorecendo a formação e expansão de hematomas, mesmo pequenos, no espaço subdural.
Os sintomas são inespecíficos e podem surgir semanas ou meses após o trauma, incluindo cefaleia crônica, confusão mental, alterações de marcha, déficits neurológicos focais e sonolência.
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