Hematoma Subdural Crônico: Diagnóstico e Manejo em Idosos

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Idoso 82 anos, chega ao pronto socorro com quadro de confusão mental, rebaixamento do nível de consciência e hemiparesia à esquerda. No momento apresenta 12 pontos na escala de coma de Glasgow. Foi atendido no mesmo pronto socorro 30 dias antes devido queda da própria altura, com TCE, mas foi liberado após realizar sutura e uma TC de crânio que não apresentava alterações. Agora realizou nova TC de crânio, demonstrada abaixo.Com base na imagem acima, o provável diagnóstico, deste paciente, é: 

Alternativas

  1. A) Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico à esquerda com efeito de massa.
  2. B) Acidente Vascular Encefálico Isquêmico à direita com desvio de linha média para esquerda.
  3. C) extenso hematoma extra dural agudo à direita, provocando desvio da linha média.
  4. D) extenso hematoma subdural crônico à direita com desvio da linha média para esquerda.
  5. E) hidrocefalia moderada à esquerda com apagamento dos ventrículos cerebrais.

Pérola Clínica

Idoso com TCE prévio + sintomas neurológicos insidiosos + TC com coleção hipodensa em crescente → Hematoma Subdural Crônico.

Resumo-Chave

O hematoma subdural crônico é comum em idosos, especialmente após traumas cranianos leves, devido à atrofia cerebral e fragilidade dos vasos pontes. Os sintomas podem ser insidiosos e se manifestar semanas ou meses após o trauma inicial, e a TC de crânio revela uma coleção em crescente, geralmente hipodensa.

Contexto Educacional

O hematoma subdural crônico (HSDC) é uma coleção de sangue e seus produtos de degradação no espaço subdural, que se forma lentamente após um traumatismo cranioencefálico (TCE), muitas vezes leve e esquecido. É particularmente comum em idosos devido à atrofia cerebral, que aumenta o espaço subdural e estica as veias pontes, tornando-as mais vulneráveis a rupturas com traumas mínimos. A fisiopatologia envolve o sangramento venoso lento que se acumula no espaço subdural, formando uma membrana que encapsula o hematoma. Os sintomas são insidiosos e podem se manifestar semanas ou meses após o trauma inicial, incluindo cefaleia, confusão mental, alterações cognitivas, déficits neurológicos focais (como hemiparesia contralateral à lesão) e rebaixamento do nível de consciência. O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que tipicamente mostra uma coleção em crescente hipodensa, com ou sem desvio da linha média. O tratamento do HSDC geralmente envolve drenagem cirúrgica, especialmente em casos sintomáticos ou com efeito de massa significativo. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a recorrência é possível. É crucial manter alta suspeita em idosos com sintomas neurológicos inespecíficos e história de queda, mesmo que antiga, e realizar exames de imagem para um diagnóstico precoce e manejo eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para hematoma subdural crônico em idosos?

Fatores de risco incluem atrofia cerebral (que estica as veias pontes, tornando-as mais frágeis), uso de anticoagulantes/antiagregantes, alcoolismo e traumas cranianos leves, que podem ser esquecidos ou subestimados, mas causam sangramento lento.

Como o hematoma subdural crônico se manifesta clinicamente?

Os sintomas são frequentemente insidiosos e inespecíficos, como cefaleia, confusão mental, alterações de comportamento, déficits neurológicos focais (como hemiparesia contralateral à lesão), convulsões e rebaixamento do nível de consciência, semanas a meses após o trauma.

Qual o achado típico do hematoma subdural crônico na TC de crânio?

Na TC de crânio, o hematoma subdural crônico aparece como uma coleção em formato de crescente, geralmente hipodensa (escura) em relação ao parênquima cerebral, podendo causar efeito de massa e desvio da linha média, comprimindo as estruturas cerebrais.

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