HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Homem de 28 anos sofreu acidente automobilístico rotacional há cerca de 15 minutos (estava sem cinto de segurança) e deu entrada na emergência apresentando ferimento lacerocontuso em região temporal esquerda; no exame neurológico: gemidos incompreensíveis, abertura ocular sem resposta e localizava a dor. Sinais vitais normais. Após receber o atendimento inicial, foi encaminhado para realização de tomografia de crânio (imagem demonstrada a seguir). Em relação ao caso, o diagnóstico do paciente é:
TCE grave (GCS ≤ 8) + mecanismo rotacional → suspeitar HSA e lesão parenquimatosa.
O mecanismo de trauma rotacional e a ausência de cinto de segurança aumentam o risco de lesões cerebrais difusas e focais, como o hematoma subdural agudo e a hemorragia parenquimatosa, que são achados comuns em TCEs de alta energia. A Escala de Coma de Glasgow de 8 indica um TCE grave.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens adultos. O hematoma subdural agudo (HSA) é uma lesão intracraniana comum e grave, resultante do rompimento de veias pontes entre o córtex cerebral e os seios durais, geralmente por forças de aceleração-desaceleração ou rotacionais. Sua importância clínica reside na rápida formação e potencial para aumento da pressão intracraniana. O diagnóstico do HSA é feito por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma coleção em formato de crescente, hiperdensa, que cruza as linhas de sutura, mas não a tenda do cerebelo ou a foice cerebral. A associação com hemorragia parenquimatosa indica um trauma de alta energia e maior gravidade. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é fundamental para avaliar a gravidade do TCE e o prognóstico, sendo um GCS ≤ 8 indicativo de TCE grave. O manejo do HSA e da hemorragia parenquimatosa traumática envolve estabilização do paciente, controle da pressão intracraniana e, frequentemente, intervenção neurocirúrgica para evacuação do hematoma. O prognóstico depende da extensão da lesão, da idade do paciente e da rapidez do tratamento. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente esses achados e iniciar o manejo adequado.
Os sinais podem variar, mas frequentemente incluem alteração do nível de consciência, cefaleia, vômitos, déficits neurológicos focais e anisocoria. A TC de crânio revela uma coleção em crescente.
O trauma rotacional causa forças de cisalhamento significativas no cérebro, levando a lesões difusas como a lesão axonal difusa e lesões focais como o hematoma subdural, devido ao rompimento de veias pontes.
A GCS é crucial para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave) e guiar a conduta inicial. Um GCS ≤ 8 indica TCE grave, necessitando de intubação e manejo agressivo da via aérea e pressão intracraniana.
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