Hematoma Subdural Agudo: Diagnóstico e Manejo no TCE

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 28 anos sofreu acidente automobilístico rotacional há cerca de 15 minutos (estava sem cinto de segurança) e deu entrada na emergência apresentando ferimento lacerocontuso em região temporal esquerda; no exame neurológico: gemidos incompreensíveis, abertura ocular sem resposta e localizava a dor. Sinais vitais normais. Após receber o atendimento inicial, foi encaminhado para realização de tomografia de crânio (imagem demonstrada a seguir). Em relação ao caso, o diagnóstico do paciente é:

Alternativas

  1. A) lesão axonal difusa associada com hematoma ventricular.
  2. B) hematoma epidural agudo associado com hemorragia tentorial.
  3. C) hematoma subdural agudo associado com hemorragia parenquimatosa.
  4. D) concussão cerebral central associada com hemorragia ventricular.
  5. E) hematoma epidural agudo associado com lesão axonal difusa.

Pérola Clínica

TCE grave (GCS ≤ 8) + mecanismo rotacional → suspeitar HSA e lesão parenquimatosa.

Resumo-Chave

O mecanismo de trauma rotacional e a ausência de cinto de segurança aumentam o risco de lesões cerebrais difusas e focais, como o hematoma subdural agudo e a hemorragia parenquimatosa, que são achados comuns em TCEs de alta energia. A Escala de Coma de Glasgow de 8 indica um TCE grave.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens adultos. O hematoma subdural agudo (HSA) é uma lesão intracraniana comum e grave, resultante do rompimento de veias pontes entre o córtex cerebral e os seios durais, geralmente por forças de aceleração-desaceleração ou rotacionais. Sua importância clínica reside na rápida formação e potencial para aumento da pressão intracraniana. O diagnóstico do HSA é feito por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma coleção em formato de crescente, hiperdensa, que cruza as linhas de sutura, mas não a tenda do cerebelo ou a foice cerebral. A associação com hemorragia parenquimatosa indica um trauma de alta energia e maior gravidade. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é fundamental para avaliar a gravidade do TCE e o prognóstico, sendo um GCS ≤ 8 indicativo de TCE grave. O manejo do HSA e da hemorragia parenquimatosa traumática envolve estabilização do paciente, controle da pressão intracraniana e, frequentemente, intervenção neurocirúrgica para evacuação do hematoma. O prognóstico depende da extensão da lesão, da idade do paciente e da rapidez do tratamento. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente esses achados e iniciar o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de um hematoma subdural agudo em um paciente com TCE?

Os sinais podem variar, mas frequentemente incluem alteração do nível de consciência, cefaleia, vômitos, déficits neurológicos focais e anisocoria. A TC de crânio revela uma coleção em crescente.

Qual a importância do mecanismo de trauma rotacional no TCE?

O trauma rotacional causa forças de cisalhamento significativas no cérebro, levando a lesões difusas como a lesão axonal difusa e lesões focais como o hematoma subdural, devido ao rompimento de veias pontes.

Como a Escala de Coma de Glasgow (GCS) auxilia no manejo inicial do TCE?

A GCS é crucial para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave) e guiar a conduta inicial. Um GCS ≤ 8 indica TCE grave, necessitando de intubação e manejo agressivo da via aérea e pressão intracraniana.

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