HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Mulher, 35 anos, sofre acidente de motocicleta com traumatismo de crânio à esquerda. É conduzida desacordada ao hospital para avaliação. Na chegada, apresenta piora progressiva das funções neurológicas, evoluindo para estado de coma profundo com midríase à esquerda e déficit motor à direita. A tomografia de crânio revela a seguinte imagem: Este quadro caracteriza um hematoma traumático do tipo
Hematoma subdural = lesão de veias pontes, formato crescente na TC, piora neurológica progressiva.
O hematoma subdural resulta do sangramento de veias pontes entre o córtex cerebral e os seios durais, geralmente após trauma craniano. Na TC, apresenta-se como uma coleção em formato de crescente que cruza as linhas de sutura, mas não cruza a linha média. A piora neurológica progressiva, midríase unilateral e déficit motor contralateral são sinais de herniação cerebral iminente.
O hematoma subdural (HSD) é uma coleção de sangue que se forma no espaço subdural, entre a dura-máter e a aracnoide. É uma das lesões mais comuns e graves após traumatismo cranioencefálico (TCE), especialmente em idosos e pacientes em uso de anticoagulantes, devido à fragilidade das veias pontes que se rompem com o movimento do cérebro dentro do crânio. O HSD agudo é uma emergência neurocirúrgica. Clinicamente, o paciente pode apresentar piora progressiva do nível de consciência, cefaleia, vômitos e déficits neurológicos focais. Sinais de herniação cerebral, como midríase unilateral (devido à compressão do III nervo craniano) e déficit motor contralateral, indicam um aumento crítico da pressão intracraniana e exigem intervenção imediata. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame diagnóstico de escolha, revelando uma coleção em formato de crescente, hiperdensa na fase aguda, que se estende sobre a superfície cerebral e pode cruzar as linhas de sutura, mas não a linha média. Para residentes, o reconhecimento rápido do HSD e a diferenciação de outras lesões intracranianas são cruciais. O manejo envolve estabilização do paciente, controle da pressão intracraniana e, frequentemente, drenagem cirúrgica de emergência para aliviar a compressão cerebral e prevenir danos neurológicos irreversíveis.
Os sinais incluem cefaleia, alteração do nível de consciência, vômitos, déficits neurológicos focais (como hemiparesia) e, em casos de herniação, midríase unilateral e bradicardia.
Na TC, o hematoma subdural agudo aparece como uma coleção hiperdensa em formato de crescente (concavidade voltada para o cérebro), que se estende sobre a superfície cerebral e pode cruzar as linhas de sutura, mas não a linha média.
O hematoma subdural é em crescente e cruza as suturas, enquanto o epidural é biconvexo (lenticular) e não cruza as suturas, sendo limitado por elas. O epidural geralmente é arterial, e o subdural, venoso.
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