Hematoma Subdural: Diagnóstico e Manejo no TCE Agudo

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 35 anos, sofre acidente de motocicleta com traumatismo de crânio à esquerda. É conduzida desacordada ao hospital para avaliação. Na chegada, apresenta piora progressiva das funções neurológicas, evoluindo para estado de coma profundo com midríase à esquerda e déficit motor à direita. A tomografia de crânio revela a seguinte imagem: Este quadro caracteriza um hematoma traumático do tipo

Alternativas

  1. A) subdural.
  2. B) epidural.
  3. C) subgaleal.
  4. D) de contragolpe.

Pérola Clínica

Hematoma subdural = lesão de veias pontes, formato crescente na TC, piora neurológica progressiva.

Resumo-Chave

O hematoma subdural resulta do sangramento de veias pontes entre o córtex cerebral e os seios durais, geralmente após trauma craniano. Na TC, apresenta-se como uma coleção em formato de crescente que cruza as linhas de sutura, mas não cruza a linha média. A piora neurológica progressiva, midríase unilateral e déficit motor contralateral são sinais de herniação cerebral iminente.

Contexto Educacional

O hematoma subdural (HSD) é uma coleção de sangue que se forma no espaço subdural, entre a dura-máter e a aracnoide. É uma das lesões mais comuns e graves após traumatismo cranioencefálico (TCE), especialmente em idosos e pacientes em uso de anticoagulantes, devido à fragilidade das veias pontes que se rompem com o movimento do cérebro dentro do crânio. O HSD agudo é uma emergência neurocirúrgica. Clinicamente, o paciente pode apresentar piora progressiva do nível de consciência, cefaleia, vômitos e déficits neurológicos focais. Sinais de herniação cerebral, como midríase unilateral (devido à compressão do III nervo craniano) e déficit motor contralateral, indicam um aumento crítico da pressão intracraniana e exigem intervenção imediata. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame diagnóstico de escolha, revelando uma coleção em formato de crescente, hiperdensa na fase aguda, que se estende sobre a superfície cerebral e pode cruzar as linhas de sutura, mas não a linha média. Para residentes, o reconhecimento rápido do HSD e a diferenciação de outras lesões intracranianas são cruciais. O manejo envolve estabilização do paciente, controle da pressão intracraniana e, frequentemente, drenagem cirúrgica de emergência para aliviar a compressão cerebral e prevenir danos neurológicos irreversíveis.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais clínicos de um hematoma subdural agudo?

Os sinais incluem cefaleia, alteração do nível de consciência, vômitos, déficits neurológicos focais (como hemiparesia) e, em casos de herniação, midríase unilateral e bradicardia.

Como o hematoma subdural se apresenta na tomografia de crânio?

Na TC, o hematoma subdural agudo aparece como uma coleção hiperdensa em formato de crescente (concavidade voltada para o cérebro), que se estende sobre a superfície cerebral e pode cruzar as linhas de sutura, mas não a linha média.

Qual a diferença entre hematoma subdural e epidural na TC?

O hematoma subdural é em crescente e cruza as suturas, enquanto o epidural é biconvexo (lenticular) e não cruza as suturas, sendo limitado por elas. O epidural geralmente é arterial, e o subdural, venoso.

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