Hematoma Subdural Agudo: Diagnóstico e Manejo no TCE Grave

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Um paciente, vítima de acidente automobilístico, chega ao hospital trazido pela equipe de atendimento pré-hospitalar já intubado, hemodinamicamente instável e anisocórico. Na admissão, foi realizada tomografia computadorizada de crânio que mostrou imagem hiperdensa no encéfalo, próximo à calota craniana, em região parietal, de aspecto côncavo-convexo e com importante desvio de linha média. Qual é o diagnóstico e o tratamento mais indicado para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Hematoma epidural / Abordagem cirúrgica.
  2. B) Hematoma subdural / Abordagem cirúrgica.
  3. C) Hematoma intraparenquimatoso / Monitorização da pressão intracraniana.
  4. D) Lesão axonal difusa / Abordagem cirúrgica.
  5. E) AVC isquêmico / Manitol endovenoso.

Pérola Clínica

Hematoma subdural: côncavo-convexo, desvio linha média, anisocoria → cirurgia urgente.

Resumo-Chave

A imagem "côncavo-convexa" na TC de crânio, associada a desvio de linha média e anisocoria em paciente com TCE grave e instabilidade hemodinâmica, é altamente sugestiva de hematoma subdural, que requer abordagem cirúrgica imediata para descompressão.

Contexto Educacional

O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em jovens. A avaliação rápida e precisa das lesões intracranianas é crucial para o prognóstico. O hematoma subdural (HSD) agudo é uma coleção de sangue entre a dura-máter e a aracnoide, geralmente de origem venosa, resultante do rompimento de veias-ponte. Clinicamente, pacientes com HSD agudo podem apresentar deterioração neurológica rápida, como rebaixamento do nível de consciência, déficits focais e sinais de herniação cerebral, como anisocoria. A tomografia computadorizada de crânio é o exame de escolha para o diagnóstico, revelando uma imagem hiperdensa em formato de crescente (côncavo-convexo) que se estende sobre a superfície cerebral e pode causar desvio da linha média. O tratamento do HSD agudo sintomático ou com volume significativo é neurocirúrgico, através de craniotomia para evacuação do hematoma. A decisão cirúrgica é baseada em critérios clínicos (deterioração neurológica, anisocoria) e radiológicos (volume do hematoma, desvio de linha média, sinais de herniação). A monitorização da pressão intracraniana é fundamental no pós-operatório e em casos selecionados não cirúrgicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos de imagem de um hematoma subdural na tomografia de crânio?

O hematoma subdural tipicamente apresenta uma imagem hiperdensa em formato de crescente ou côncavo-convexo, que se estende sobre a superfície cerebral e pode cruzar as suturas cranianas.

Por que a anisocoria é um sinal de alerta em pacientes com TCE e hematoma subdural?

A anisocoria, especialmente a pupila dilatada e não reativa, indica compressão do nervo oculomotor (III par craniano) devido ao aumento da pressão intracraniana e herniação cerebral, sendo um sinal de gravidade e urgência cirúrgica.

Qual a principal diferença entre hematoma subdural e epidural na tomografia?

O hematoma subdural tem formato côncavo-convexo (em crescente) e pode cruzar suturas, enquanto o hematoma epidural é biconvexo (lenticular) e geralmente não cruza as suturas, pois está entre a dura-máter e o osso.

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