HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2017
Tomografia computadorizada de crânio abaixo revela coleção laminar hiperdensa frontoparietal direita medindo 1,5 cm x 7 cm de extensão nos seus maiores diâmetros, promovendo compressão do encéfalo e significativo desvio de estruturas da linha média; é observada também uma linha de fratura na região frontoparietal desse mesmo lado. (Conforme imagem do caderno de questões) Qual o provável diagnóstico?
TC crânio: coleção laminar hiperdensa com desvio de linha média → Hematoma Subdural.
Um hematoma subdural na TC de crânio tipicamente se apresenta como uma coleção hiperdensa em forma de crescente ou laminar, que se estende sobre a superfície cerebral, podendo causar compressão e desvio de linha média.
O hematoma subdural (HSD) é uma coleção de sangue localizada no espaço subdural, entre a dura-máter e a aracnoide, geralmente resultante do rompimento de veias em ponte que atravessam esse espaço. É uma das lesões intracranianas mais comuns após traumatismos cranioencefálicos (TCE), especialmente em idosos e pacientes em uso de anticoagulantes, devido à maior fragilidade dessas veias. Na tomografia computadorizada (TC) de crânio, o HSD agudo tipicamente se apresenta como uma coleção hiperdensa, com formato laminar ou de crescente, que se estende sobre a superfície cerebral, não respeitando as suturas cranianas. A descrição de "compressão do encéfalo e significativo desvio de estruturas da linha média" indica um efeito de massa importante, que pode levar a herniações cerebrais e deterioração neurológica. A presença de fratura associada reforça a etiologia traumática. O diagnóstico precoce do HSD é crucial, pois o tratamento, muitas vezes cirúrgico (craniectomia ou trepanação para drenagem), visa aliviar a pressão intracraniana e prevenir danos cerebrais irreversíveis. O prognóstico depende da extensão da lesão, do estado neurológico inicial do paciente e da rapidez da intervenção. A diferenciação com o hematoma epidural, que é biconvexo e geralmente associado a fraturas e lesão arterial, é fundamental para o manejo adequado.
O hematoma subdural agudo é hiperdenso na TC, enquanto o crônico se torna hipodenso devido à lise dos coágulos e reabsorção de componentes sanguíneos, podendo ser isodenso em fases subagudas.
Os sintomas variam com o tamanho e a velocidade de formação, podendo incluir cefaleia, alteração do nível de consciência, déficits neurológicos focais, convulsões e sinais de hipertensão intracraniana.
O tratamento depende do tamanho, efeito de massa e estado clínico do paciente. Pode variar de observação clínica em casos pequenos a drenagem cirúrgica de urgência para hematomas sintomáticos ou com desvio de linha média significativo.
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