HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
O provável diagnóstico de um paciente com trauma encefálico com a tomografia abaixo é:
Hematoma Subdural → coleção em crescente/semilunar, atravessa suturas, não cruza linha média.
O hematoma subdural é uma coleção de sangue entre a dura-máter e a aracnoide, geralmente resultante do rompimento de veias pontes após trauma. Na tomografia, apresenta-se tipicamente como uma coleção em formato de crescente ou semilunar, que pode se estender por grandes áreas do cérebro, mas não cruza as suturas cranianas.
O hematoma subdural (HSD) é uma das lesões intracranianas mais comuns após trauma encefálico, especialmente em idosos e pacientes em uso de anticoagulantes. Ele resulta do rompimento de veias pontes que atravessam o espaço subdural, causando acúmulo de sangue entre a dura-máter e a aracnoide. A apresentação clínica pode variar de assintomática a grave, com rápida deterioração neurológica. O diagnóstico é feito principalmente por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que revela uma coleção de sangue com formato característico de crescente ou semilunar, que se estende sobre a superfície cerebral. Diferentemente do hematoma epidural, o HSD pode atravessar as suturas cranianas, mas geralmente não cruza a linha média devido à fixação da dura-máter na foice cerebral. O tratamento depende do tamanho do hematoma, do efeito de massa e do estado neurológico do paciente. Pequenos hematomas podem ser manejados conservadoramente, enquanto hematomas maiores ou com deterioração neurológica exigem drenagem cirúrgica. A compreensão das características tomográficas e da fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática de emergência.
O hematoma subdural apresenta-se como uma coleção em formato de crescente ou semilunar, que pode atravessar as suturas cranianas. Já o hematoma epidural é tipicamente biconvexo (lenticular) e não atravessa as suturas, sendo limitado por elas.
Os sintomas variam conforme a gravidade e cronicidade. Podem incluir cefaleia, alteração do nível de consciência, déficits neurológicos focais (hemiparesia), náuseas, vômitos e convulsões. Em idosos, os sintomas podem ser mais insidiosos.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente (ABC), avaliação neurológica rápida (Escala de Coma de Glasgow), realização de tomografia de crânio de emergência e consulta neurocirúrgica. O manejo pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do tamanho do hematoma e do estado clínico.
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