IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Um paciente, vítima de atropelamento, dá entrada no setor de emergência com dor no dorso e na região inferior do abdome. O exame físico revela palidez cutâneo-mucosa, hipotensão arterial e taquisfigmia. A radiografia mostra fratura da bacia e o lavado peritoneal realizado é negativo. O diagnóstico no caso deve ser de:
Trauma bacia + choque hipovolêmico + LPD negativo → suspeitar hematoma retroperitoneal.
Em um paciente vítima de trauma com fratura de bacia, sinais de choque hipovolêmico (palidez, hipotensão, taquisfigmia) e lavado peritoneal diagnóstico (LPD) negativo, a principal suspeita é de sangramento no espaço retroperitoneal. A bacia é uma estrutura vascularizada, e fraturas podem causar hemorragias significativas nesse local, que não são detectadas pelo LPD por estarem fora da cavidade peritoneal.
O trauma abdominal fechado, especialmente em vítimas de atropelamento, é uma causa frequente de morbimortalidade e exige uma avaliação rápida e precisa na emergência. A fratura de bacia é uma lesão ortopédica grave que, devido à rica vascularização da região pélvica, está frequentemente associada a hemorragias volumosas e choque hipovolêmico, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. No cenário de um paciente com trauma, fratura de bacia, sinais de choque (palidez, hipotensão, taquisfigmia) e um lavado peritoneal diagnóstico (LPD) negativo, a principal suspeita deve ser de hematoma retroperitoneal. O LPD é eficaz para detectar sangramento intraperitoneal, mas não avalia o espaço retroperitoneal, onde grandes volumes de sangue podem se acumular. A dor no dorso e abdome inferior, juntamente com a instabilidade hemodinâmica, reforça essa hipótese. O manejo inicial envolve a estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea. A investigação diagnóstica prossegue com exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste o padrão-ouro para identificar o hematoma retroperitoneal, sua extensão e a fonte do sangramento. O tratamento pode variar desde o manejo conservador até a embolização angiográfica ou cirurgia, dependendo da estabilidade hemodinâmica e da persistência do sangramento. Residentes devem estar atentos a essa condição para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento.
O LPD avalia apenas a cavidade peritoneal. Sangramentos no espaço retroperitoneal, como os associados a fraturas de bacia, não são detectados pelo LPD, pois estão fora da cavidade peritoneal, podendo levar a um resultado falso-negativo para hemorragia intra-abdominal.
Os sinais e sintomas incluem dor no dorso e abdome inferior, palidez cutâneo-mucosa, hipotensão arterial, taquisfigmia (sinais de choque hipovolêmico), distensão abdominal e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica progressiva.
A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o método diagnóstico de escolha para identificar e avaliar a extensão de um hematoma retroperitoneal, além de identificar a fonte do sangramento e outras lesões associadas.
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