HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Paciente vítima de ferimento abdominal por arma de fogo em abdome, apresentando instabilidade hemodinâmica, foi submetido a laparotomia exploradora de emergência. Durante o procedimento, o cirurgião depara-se com um hematoma retroperitoneal localizado na Zona I, associado a laceração de cólon ascendente, que envolve pelo menos 50% de sua circunferência com comprometimento de sua borda mesentérica. Considerando os conceitos de cirurgia de controle de danos, o mais adequado é:
Hematoma retroperitoneal em Zona I (central) em trauma penetrante e instabilidade hemodinâmica → exploração mandatória.
Hematomas retroperitoneais na Zona I (região central, envolvendo grandes vasos como aorta, veia cava, vasos renais e mesentéricos) em pacientes com trauma penetrante e instabilidade hemodinâmica são considerados de alto risco para lesão vascular grave. Nesses casos, a exploração cirúrgica é obrigatória para identificar e controlar a fonte do sangramento.
O manejo do trauma abdominal grave, especialmente por ferimento por arma de fogo, exige decisões rápidas e precisas. A presença de instabilidade hemodinâmica indica sangramento ativo e a necessidade de intervenção imediata. Hematomas retroperitoneais são achados comuns em laparotomias por trauma, e sua abordagem depende da localização e das condições do paciente. A classificação dos hematomas retroperitoneais em zonas (I, II, III) é crucial para guiar a conduta. Hematomas na Zona I, que é a região central do retroperitônio, são de particular preocupação, pois abrigam grandes vasos como a aorta, veia cava inferior e seus ramos principais (vasos renais, mesentéricos). Em pacientes com trauma penetrante e instabilidade hemodinâmica, um hematoma em Zona I é altamente sugestivo de lesão vascular maior e, portanto, sua exploração é mandatória para identificar e controlar a fonte do sangramento. A cirurgia de controle de danos é uma estratégia vital nesses cenários, focando em medidas que salvam vidas (controle de hemorragia e contaminação) e postergando reparos definitivos para quando o paciente estiver fisiologicamente mais estável. Residentes devem dominar a anatomia retroperitoneal e os princípios da cirurgia de controle de danos para otimizar os resultados em pacientes com trauma complexo.
A Zona I (central) contém aorta, veia cava, pâncreas, duodeno e grandes vasos renais/mesentéricos. A Zona II (lateral) contém os rins e ureteres. A Zona III (pélvica) contém vasos ilíacos, reto e bexiga.
A exploração é mandatória para hematomas em Zona I (central) em trauma penetrante ou contuso com instabilidade hemodinâmica, e para hematomas em Zona II ou III que são pulsáteis, expansivos ou associados a sinais de sangramento ativo.
A cirurgia de controle de danos visa controlar rapidamente o sangramento e a contaminação em pacientes gravemente instáveis, postergando a reparação definitiva das lesões para um segundo momento, após a estabilização fisiológica do paciente na UTI.
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