FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
O retroperitônio é um espaço anatômico virtual que se situa entre o peritônio parietal posterior e os músculos da parede posterior do abdômen. Esse espaço inclui órgãos como o pâncreas, parte do duodeno, rins, ureteres, artéria aorta abdominal, veia cava inferior, parede posterior da bexiga, glândulas suprarrenais, músculos, vasos sanguíneos, vasos linfáticos, nervos, gânglios e tecido conectivo fibroso. No trauma abdominal fechado, com o achado, durante a laparotomia, de hematoma retroperitoneal da Zona I de Kudsk-Sheldon, qual a conduta mais apropriada?
Trauma abdominal fechado + hematoma retroperitoneal Zona I → Exploração imediata.
Hematomas retroperitoneais da Zona I (central, periaórtica e pericaval) em trauma abdominal fechado são sempre considerados de origem potencialmente grave, envolvendo estruturas vitais como aorta, veia cava, pâncreas e duodeno. Portanto, a conduta mais apropriada durante a laparotomia é a exploração imediata para identificar e controlar a fonte do sangramento.
O retroperitônio é um espaço anatômico complexo que abriga órgãos vitais e grandes vasos, tornando as lesões nessa região potencialmente graves, especialmente em contextos de trauma. No trauma abdominal fechado, a presença de um hematoma retroperitoneal é um achado importante que exige avaliação cuidadosa. A classificação de Kudsk-Sheldon divide o retroperitônio em três zonas, auxiliando na decisão sobre a necessidade de exploração cirúrgica. A Zona I, ou zona central, é a mais crítica, englobando a região periaórtica e pericaval, o pâncreas e o duodeno. Hematomas nessa área são frequentemente associados a lesões de grandes vasos (aorta, veia cava) ou de órgãos parenquimatosos importantes. A fisiopatologia envolve o sangramento dessas estruturas, que pode ser contido temporariamente pelo espaço retroperitoneal, mas com risco de expansão e instabilidade hemodinâmica. Diante de um hematoma retroperitoneal da Zona I identificado durante uma laparotomia por trauma abdominal fechado, a conduta mais apropriada e universalmente aceita é a exploração imediata. A observação não é recomendada devido ao alto risco de lesões graves e sangramento contínuo. A exploração permite a identificação da fonte do sangramento, o controle da hemorragia e o reparo de eventuais lesões orgânicas, sendo crucial para a sobrevida do paciente.
A Zona I do retroperitônio é a região central, que contém estruturas vitais como a aorta abdominal, veia cava inferior, pâncreas, duodeno (partes 2 e 3), e os grandes vasos renais e mesentéricos. Lesões nessa zona são frequentemente graves.
A exploração imediata é necessária porque hematomas na Zona I têm alta probabilidade de serem causados por lesões de grandes vasos ou órgãos parenquimatosos vitais, que podem levar a sangramento maciço e instabilidade hemodinâmica. A observação pode atrasar o controle da hemorragia e piorar o prognóstico.
Os hematomas retroperitoneais são classificados em três zonas: Zona I (central), Zona II (lateral, perirrenal) e Zona III (pélvica). Essa classificação orienta a conduta, sendo a Zona I sempre explorada, a Zona II explorada se expansiva ou pulsátil, e a Zona III geralmente observada, a menos que haja instabilidade hemodinâmica ou lesão vascular pélvica suspeita.
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