HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Um paciente de 34 anos está no pós-operatório imediato de hernioplastia à Lichtenstein. A cirurgia não teve intercorrências. Queixa-se de abaulamento acentuado na região inguinal operada, com sangramento em porejamento pela ferida operatória. Qual deve ser a conduta?
Abaulamento acentuado e sangramento ativo pós-hernioplastia → suspeitar de hematoma/sangramento ativo e reexplorar cirurgicamente.
No pós-operatório imediato de hernioplastia, um abaulamento acentuado na região operada, com sangramento em porejamento, sugere um hematoma em formação ou sangramento ativo. Essa situação exige intervenção imediata, sendo a reexploração cirúrgica no centro cirúrgico a conduta mais segura e eficaz para identificar e controlar a fonte do sangramento e evacuar o hematoma.
A hernioplastia à Lichtenstein é um procedimento cirúrgico comum para correção de hérnias inguinais, caracterizado pelo uso de tela para reforço da parede abdominal. Embora seja uma cirurgia de baixa complexidade, complicações pós-operatórias podem ocorrer, e o reconhecimento e manejo adequados são cruciais. A epidemiologia mostra que hematomas e seromas são as complicações mais frequentes, mas sangramentos ativos significativos são menos comuns e exigem atenção imediata. A importância clínica reside na necessidade de prevenir a perda sanguínea excessiva e outras complicações graves. A fisiopatologia de um hematoma pós-operatório envolve o sangramento de vasos sanguíneos não ligados ou coagulados inadequadamente durante a cirurgia, ou a reabertura de vasos previamente controlados. Um abaulamento acentuado e sangramento em porejamento na ferida operatória, no pós-operatório imediato, são sinais claros de um sangramento ativo e/ou formação de um hematoma sob tensão. Nesses casos, a conduta conservadora com curativos compressivos ou compressas geladas é insuficiente e pode ser perigosa, pois não aborda a causa do sangramento. O tratamento de escolha para um sangramento ativo ou hematoma em expansão é a reexploração cirúrgica no centro cirúrgico. Isso permite ao cirurgião visualizar diretamente o campo operatório, identificar a fonte do sangramento (que pode ser um vaso arterial ou venoso) e realizar a hemostasia adequada, além de evacuar o hematoma. O prognóstico é geralmente bom com a intervenção precoce. Residentes devem estar preparados para reconhecer esses sinais de alerta e agir rapidamente, pois o atraso no tratamento pode levar a complicações sérias, incluindo choque hipovolêmico e infecção da tela.
Sinais incluem abaulamento progressivo e acentuado na região operada, dor intensa, equimose extensa, e sangramento ativo pela ferida. Em casos graves, pode haver sinais de hipovolemia.
A reexploração permite a identificação direta da fonte do sangramento (vaso, tecido), sua hemostasia e a evacuação completa do hematoma. Medidas conservadoras são ineficazes para sangramentos ativos e podem levar a complicações como infecção e necrose tecidual.
Um hematoma não tratado pode levar a dor crônica, infecção da ferida operatória, necrose tecidual, compressão de estruturas adjacentes e, em casos extremos, choque hipovolêmico se o sangramento for volumoso e contínuo.
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