Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher de 25 anos, vítima de acidente automobilístico, é trazida ao Pronto Socorro pelo SAMU 192, com a informação que apresentou perda súbita de consciência de curta duração no pós-trauma imediato. Refere cefaleia. Ao exame neurológico: sonolenta. Sem déficits motores evidentes. Foi submetida ao exame de tomografia de crânio, solicitado pelo socorrista (imagem apresentada).Com estes dados clínicos e exame tomográfico do crânio, o diagnóstico da paciente é:
Hematoma extradural: lesão lentiforme biconvexa na TC, frequentemente associado a intervalo lúcido pós-TCE.
O hematoma extradural (epidural) é uma emergência neurocirúrgica, geralmente causado por sangramento arterial (artéria meníngea média) após trauma craniano. Caracteriza-se na TC por uma lesão hiperdensa em forma de lente biconvexa, que não cruza as suturas, e pode cursar com um 'intervalo lúcido' antes da deterioração neurológica.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em adultos jovens, e o diagnóstico rápido e preciso das lesões intracranianas é fundamental para o prognóstico. Entre as lesões mais críticas, o hematoma extradural (ou epidural) é uma emergência neurocirúrgica que exige reconhecimento imediato. Ele resulta tipicamente de um sangramento arterial, mais comumente da artéria meníngea média, após uma fratura óssea que rompe o vaso, levando ao acúmulo de sangue entre a dura-máter e a calota craniana. Clinicamente, o hematoma extradural pode se manifestar com uma perda inicial de consciência seguida por um 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência antes de uma deterioração neurológica rápida devido à expansão do hematoma e aumento da pressão intracraniana. Na tomografia computadorizada (TC) de crânio, a característica patognomônica é uma lesão hiperdensa em forma de lente biconvexa que não cruza as linhas de sutura, mas pode cruzar a linha média se for grande. A presença de contusões cerebrais, que são áreas de lesão parenquimatosa com hemorragia e edema, também é comum em TCEs e pode ocorrer em diferentes locais, como o temporal direito neste caso. O residente deve ser capaz de identificar essas lesões na TC de crânio e correlacioná-las com a apresentação clínica para instituir o manejo adequado, que frequentemente envolve drenagem cirúrgica de emergência para o hematoma extradural. A diferenciação entre hematoma extradural e subdural é crucial, pois o subdural é geralmente venoso, em forma de crescente e pode cruzar as suturas, mas não os sulcos corticais.
O hematoma extradural é mais comumente causado pelo rompimento da artéria meníngea média, geralmente após um trauma craniano que resulta em fratura do osso temporal, levando a um sangramento arterial rápido no espaço epidural.
O intervalo lúcido é um período de melhora temporária da consciência após uma perda inicial, seguido por deterioração neurológica. É um sinal clássico, mas não obrigatório, de hematoma extradural, indicando a necessidade de investigação urgente devido à expansão da lesão.
O hematoma extradural aparece como uma lesão hiperdensa em forma de lente biconvexa que não cruza as suturas cranianas. O hematoma subdural, por outro lado, tem formato de crescente (lua crescente) e pode cruzar as suturas, mas não cruza os sulcos corticais.
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