Hematoma Extradural: Diagnóstico e Sinais de Herniação

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 54 anos dá entrada na emergência consciente e orientado, após sofrer queda da própria altura ao sair do bar, onde tinha ingerido grande quantidade de bebidas alcoólicas. Trazido pelo corpo de bombeiros ao hospital, relatou que estava se sentindo bem, mas que não lembrava do que havia acontecido. Duas horas após sua admissão, enquanto aguardava realização de exames, o paciente perdeu a consciência. Na reavaliação, ECG = 6 e pupilas anisocóricas. Qual o provável diagnóstico e a topografia anatômica da causa do rebaixamento de nível de consciência?

Alternativas

  1. A) Paciente com provável hematoma intraparenquimatoso com herniação uncal / lesão de veias na aracnoide.
  2. B) Paciente com provável hematoma subdural com herniação uncal / lesão de artéria meníngea média.
  3. C) Paciente com provável hematoma extradural com herniação uncal / sangramento de artéria meníngea média.
  4. D) Paciente com provável hematoma subdural sem herniação uncal / sangramento de veias subdurais.
  5. E) Paciente com provável brain swelling sem herniação uncal / sangramento intracelular.

Pérola Clínica

TCE + intervalo lúcido + anisocoria = Hematoma extradural (lesão artéria meníngea média) com herniação uncal.

Resumo-Chave

O hematoma extradural (epidural) é classicamente associado a um "intervalo lúcido" após o trauma, seguido de deterioração neurológica rápida. A anisocoria e a queda da ECG indicam compressão cerebral e herniação uncal, frequentemente devido ao sangramento da artéria meníngea média.

Contexto Educacional

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de morbimortalidade, e a identificação precoce de lesões intracranianas é vital. O hematoma extradural (HED) é uma emergência neurocirúrgica que, se não tratada rapidamente, pode levar a desfechos catastróficos. É crucial para residentes de emergência e neurologia reconhecer seus sinais. O HED é caracterizado pelo acúmulo de sangue entre a dura-máter e a calota craniana, geralmente de origem arterial, mais comumente pela ruptura da artéria meníngea média após um trauma. Clinicamente, pode apresentar o clássico "intervalo lúcido", onde o paciente está consciente após o trauma inicial e então deteriora rapidamente, com rebaixamento do nível de consciência, cefaleia intensa, vômitos e sinais de lateralização. A deterioração neurológica rápida, com queda da Escala de Coma de Glasgow (ECG) e o surgimento de anisocoria, indica aumento da pressão intracraniana e risco iminente de herniação cerebral, especialmente a herniação uncal, que comprime o tronco cerebral e o nervo oculomotor ipsilateral. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma lesão hiperdensa biconvexa. O tratamento é neurocirúrgico de emergência para drenagem do hematoma.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de um hematoma extradural?

O hematoma extradural é frequentemente associado a um trauma cranioencefálico e pode apresentar um "intervalo lúcido", onde o paciente recupera a consciência após o impacto, antes de uma deterioração neurológica rápida, incluindo rebaixamento do nível de consciência e anisocoria.

Qual a principal causa de sangramento no hematoma extradural?

A principal causa de sangramento no hematoma extradural é a ruptura da artéria meníngea média, que cursa na dura-máter e é vulnerável a fraturas do osso temporal. O sangramento arterial leva a um acúmulo rápido de sangue.

O que significa a anisocoria e a queda da Escala de Coma de Glasgow neste contexto?

A anisocoria (diferença no tamanho das pupilas) e a queda da Escala de Coma de Glasgow (ECG) indicam aumento da pressão intracraniana e compressão cerebral, sugerindo herniação uncal. A pupila dilatada e fixa ipsilateral à lesão é um sinal de compressão do nervo oculomotor (III par).

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