Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um homem de 35 anos de idade foi vítima de acidente automobilístico e encaminhado ao pronto-socorro. Na admissão, estava consciente, comunicativo, com hálito etílico e com períodos confusionais e de agitação, mas movimentava todos os quatro membros sem deficits e deambulava. Não guardava nenhuma recordação do acidente (escala de coma de Glasgow = 14 pontos). Havia contusões no couro cabeludo e fratura da clavícula direita. Seis horas após a admissão, o paciente encontrava-se sonolento e respondendo mal aos comandos verbais (escala de coma de Glasgow = 11 pontos). As principais imagens do exame de tomografia computadorizada cranioencefálica (TC) sem contraste são mostradas abaixo. Com base na história clínica, na evolução neurológica e no exame de neuroimagem desse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico é o de
TCE + intervalo lúcido + deterioração neurológica + TC com lesão biconvexa = Hematoma Extradural Agudo.
O hematoma extradural agudo é uma emergência neurocirúrgica, frequentemente associado a fraturas cranianas (especialmente temporal) e lesão da artéria meníngea média. A história clássica de um intervalo lúcido seguido de deterioração neurológica é um forte indicativo, e a TC revela uma coleção biconvexa (lenticular) hiperdensa.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em adultos jovens, e o hematoma extradural agudo (HED) representa uma emergência neurocirúrgica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. A compreensão da fisiopatologia e dos achados clínicos e radiológicos é fundamental para o manejo adequado desses pacientes. O HED é tipicamente causado por sangramento arterial, mais comumente da artéria meníngea média, após um trauma que resulta em fratura craniana (especialmente na região temporal). O sangramento arterial rápido leva ao acúmulo de sangue entre a dura-máter e a calota craniana. Clinicamente, o HED é classicamente associado a um 'intervalo lúcido', onde o paciente, após um breve período de inconsciência pós-trauma, recupera a consciência e parece estável, apenas para deteriorar neurologicamente horas depois devido ao aumento da pressão intracraniana. A queda na Escala de Coma de Glasgow (ECG) observada no caso é um sinal de alerta. Na tomografia computadorizada (TC) de crânio, o HED se manifesta como uma coleção de sangue hiperdensa (branca) com formato biconvexo ou lenticular, que não cruza as suturas cranianas, mas pode causar significativo efeito de massa e desvio da linha média. O tratamento é neurocirúrgico, com craniotomia e evacuação do hematoma, sendo o prognóstico geralmente bom se a intervenção for realizada antes de uma deterioração neurológica irreversível.
Os sinais clássicos incluem um traumatismo cranioencefálico (TCE) seguido por um 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência e parece bem, antes de uma deterioração neurológica rápida, que pode progredir para coma, hemiparesia e anisocoria.
Na TC, o hematoma extradural agudo é caracterizado por uma coleção de sangue hiperdensa (branca) com formato biconvexo ou lenticular, que não cruza as suturas cranianas, mas pode cruzar a linha média e causar efeito de massa.
A principal causa é o sangramento arterial, geralmente da artéria meníngea média, após uma fratura craniana (comum na região temporal) que lacera o vaso. O sangramento arterial rápido causa descolamento da dura-máter do crânio, formando a coleção biconvexa.
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