UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2019
Paciente masculino, de 23 anos, foi trazido à Emergência em razão de uma agressão sofrida com objeto contundente na cabeça ("paulada"), sem perda da consciência e com um episódio de vômito. À admissão, encontrava-se em Glasgow 15, sem lesão de continuidade no couro cabeludo e sem déficit neurológico focal, mas queixando-se de cefaleia intensa. Com rápida deterioração neurológica (Glasgow 7), passou a apresentar anisocoria com midriase à direita e hemiparesia esquerda.Que diagnóstico, dentre os abaixo, é o mais provável?
TCE + Intervalo lúcido + Deterioração neurológica rápida + Anisocoria/Midríase unilateral = Hematoma Extradural.
O hematoma extradural (epidural) é uma emergência neurocirúrgica clássica, frequentemente associada a trauma craniano com lesão da artéria meníngea média. A apresentação típica inclui um 'intervalo lúcido' seguido por rápida deterioração neurológica, anisocoria unilateral (midríase ipsilateral à lesão) e hemiparesia contralateral.
O hematoma extradural (ou epidural) é uma coleção de sangue entre a dura-máter e a superfície interna do crânio, geralmente de origem arterial, mais comumente da artéria meníngea média. Representa uma emergência neurocirúrgica grave, com alta morbimortalidade se não for rapidamente diagnosticado e tratado. É mais comum em jovens adultos, frequentemente associado a traumas cranioencefálicos (TCE) contusos, como quedas ou agressões. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos, principalmente arteriais, devido ao impacto. O sangramento arterial leva a uma rápida formação e expansão do hematoma, que comprime o parênquima cerebral subjacente. A apresentação clássica inclui o 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, antes de uma rápida deterioração neurológica, com sinais de hipertensão intracraniana (cefaleia, vômitos, papiledema) e herniação cerebral (anisocoria com midríase ipsilateral e hemiparesia contralateral). O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que revela uma lesão hiperdensa, biconvexa ou lenticular. O tratamento é neurocirúrgico de emergência, com craniotomia para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico é significativamente melhor com a intervenção precoce, enfatizando a importância do reconhecimento rápido dos sinais de deterioração neurológica em pacientes com TCE.
Os sinais clássicos incluem um 'intervalo lúcido' (período de melhora temporária após o trauma), seguido por rápida deterioração neurológica, cefaleia intensa, vômitos, anisocoria (midríase ipsilateral à lesão) e hemiparesia contralateral.
A principal causa é a ruptura da artéria meníngea média, geralmente após um trauma craniano contuso que causa fratura do osso temporal. O sangramento arterial leva a uma rápida expansão do hematoma.
Na TC, o hematoma extradural tipicamente aparece como uma lesão hiperdensa, biconvexa (em forma de lente), que não cruza as linhas de sutura, mas pode cruzar a linha média se for grande o suficiente.
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