UFSM/HUSM - Hospital Universitário de Santa Maria (RS) — Prova 2015
Menina de 10 anos cai de um balanço e é levada à Unidade de Emergência com queixa de cefaléia e vômitos. É hospitalizada para observação e três horas após evolui com torpor. Qual é o diagnóstico mais provável?
TCE pediátrico + intervalo lúcido → Hematoma extradural até prova em contrário.
O hematoma extradural é uma emergência neurocirúrgica, frequentemente associado a fraturas de crânio e lesão da artéria meníngea média. O "intervalo lúcido" é um sinal clássico, onde o paciente apresenta melhora transitória antes de um agravamento neurológico rápido.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de morbimortalidade em crianças, e o reconhecimento precoce de lesões intracranianas é crucial. O hematoma extradural, embora menos comum que o subdural, é uma emergência neurocirúrgica que exige intervenção rápida devido ao risco de herniação cerebral e morte. É tipicamente causado por sangramento arterial, mais frequentemente da artéria meníngea média, após uma fratura de crânio. A apresentação clínica do hematoma extradural pode ser insidiosa, mas um sinal clássico é o "intervalo lúcido", onde a criança apresenta uma melhora temporária após o trauma, seguida por um rápido declínio neurológico, incluindo cefaleia intensa, vômitos, sonolência progressiva e, eventualmente, torpor ou coma. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma coleção biconvexa ou lenticular de sangue, geralmente adjacente a uma fratura. O tratamento é uma emergência neurocirúrgica, consistindo na drenagem do hematoma para aliviar a pressão intracraniana e prevenir danos cerebrais irreversíveis. O prognóstico é geralmente bom se o diagnóstico e a intervenção forem rápidos, mas atrasos podem levar a sequelas neurológicas graves ou óbito. É fundamental que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a reconhecer os sinais e sintomas para garantir o manejo adequado.
Sinais incluem cefaleia, vômitos, alteração do nível de consciência (torpor, coma) e, classicamente, um intervalo lúcido entre o trauma e o agravamento neurológico.
O intervalo lúcido ocorre porque a lesão arterial (geralmente da artéria meníngea média) permite um acúmulo de sangue mais lento inicialmente, antes que a pressão intracraniana aumente rapidamente, levando à deterioração.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, avaliação neurológica rápida, solicitação de tomografia de crânio de emergência e consulta neurocirúrgica imediata para possível drenagem cirúrgica.
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