Hematoma Extradural: Manejo Urgente no TCE Grave

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 38 anos sofreu queda de uma escada em casa, caindo em piso duro. Levado à Emergência, apresentava 7 pontos pela Escala de Coma de Glasgow, tendo sido intubado. O exame clínico mostrou hemiplegia direita, com pupilas isocóricas e fotorreagentes. A tomografia computadorizada de crânio revelou uma fratura à esquerda e um hematoma extradural, com desvio das estruturas da linha média. Que conduta, dentre as abaixo, é a mais adequada neste momento?

Alternativas

  1. A) Internação em Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e monitorização da pressão intracraniana, por apresentar menos de 8 pontos pela Escala de Coma de Glasgow.
  2. B) Internação em CTI com avaliação neurológica a cada 2 horas.
  3. C) Internação em CTI e repetição da tomografia computadorizada em 6 horas.
  4. D) Encaminhamento ao Centro Cirúrgico para remoção do hematoma por craniotomia.

Pérola Clínica

TCE grave (ECG < 8) + hematoma extradural + desvio de linha média → craniotomia de urgência para descompressão.

Resumo-Chave

Um paciente com TCE grave (ECG 7), hematoma extradural e desvio de linha média apresenta sinais de hipertensão intracraniana e compressão cerebral significativa. A conduta mais urgente e salvadora é a remoção cirúrgica do hematoma para descompressão.

Contexto Educacional

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em adultos jovens. O hematoma extradural (HED) é uma emergência neurocirúrgica, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre a dura-máter e a calota craniana, geralmente associado a fraturas e lesão de vasos meníngeos. A rápida expansão do hematoma pode levar a hipertensão intracraniana (HIC) e compressão cerebral. O diagnóstico do HED é feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que tipicamente mostra uma lesão hiperdensa biconvexa. Sinais de gravidade incluem rebaixamento do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow < 8), anisocoria, déficits neurológicos focais (como hemiplegia) e, crucialmente, o desvio das estruturas da linha média, que indica HIC significativa e risco de herniação cerebral. A conduta em um paciente com TCE grave, HED e desvio de linha média é a intervenção neurocirúrgica de urgência. A craniotomia para evacuação do hematoma é o tratamento definitivo, visando a descompressão cerebral imediata. A monitorização da pressão intracraniana é importante, mas não substitui a necessidade de cirurgia descompressiva em casos com sinais de HIC grave e desvio de linha média.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do desvio de linha média em um hematoma extradural?

O desvio de linha média indica compressão significativa das estruturas cerebrais devido ao volume do hematoma, resultando em hipertensão intracraniana e risco iminente de herniação cerebral, exigindo intervenção cirúrgica imediata.

Por que a craniotomia é a conduta mais adequada neste caso?

A craniotomia de urgência para remoção do hematoma extradural é a conduta mais adequada porque permite a descompressão imediata do cérebro, aliviando a hipertensão intracraniana e prevenindo danos neurológicos irreversíveis ou morte.

Quais os sinais de alerta em um paciente com TCE e hematoma extradural?

Sinais de alerta incluem queda do nível de consciência (ECG < 8), anisocoria, hemiparesia/hemiplegia progressiva, bradicardia, hipertensão arterial e alterações respiratórias (tríade de Cushing), indicando aumento da pressão intracraniana.

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