HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Mulher, 70 anos de idade, deu entrada no pronto-socorro vítima de queda da própria altura. À avaliação inicial, apresentava vias aéreas pérvias com colar cervical, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente. Avaliação cardiopulmonar sem alterações, estável hemodinamicamente, com abdome flácido e indolor, sem sinais de irritação peritoneal. Pelve estável e toque retal sem alterações. Escala de coma de Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Presença de ferimento em região frontal de 4,0cm, sem sangramento ativo, sem exposição óssea ou afundamento de crânio. Membro inferior esquerdo encurtado e rodado lateralmente. Enquanto aguardava realização de exames complementares, a paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência, apresentando escala de coma de Glasgow 10 e hemiparesia direita. A via aérea continuava pérvia e os sinais vitais permaneceram estáveis. Durante avaliação pupilar, observou-se a seguinte alteração: Qual é o provável diagnóstico apresentado pela paciente?
TCE + 'intervalo lúcido' + anisocoria/hemiparesia contralateral → Hematoma extradural (geralmente arterial).
O hematoma extradural (epidural) é frequentemente associado a um 'intervalo lúcido' seguido de deterioração neurológica rápida, como rebaixamento do nível de consciência e sinais de lateralização (hemiparesia contralateral e anisocoria ipsilateral à lesão), devido à expansão arterial rápida. A lesão à esquerda causaria hemiparesia direita.
O hematoma extradural (ou epidural) é uma emergência neurocirúrgica que ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e a tábua interna do crânio, geralmente após um trauma cranioencefálico (TCE). É mais comum em adultos jovens e frequentemente associado a fraturas ósseas, especialmente na região temporal, que lesam a artéria meníngea média. A fisiopatologia envolve o sangramento arterial rápido, que causa compressão cerebral e aumento da pressão intracraniana. O quadro clínico típico inclui um 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, seguido de uma deterioração neurológica rápida, com cefaleia intensa, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, anisocoria (midríase ipsilateral à lesão) e hemiparesia contralateral. O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma lesão hiperdensa biconvexa ou lenticular. O tratamento é neurocirúrgico de emergência, com drenagem do hematoma para descompressão cerebral. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo crucial o reconhecimento precoce dos sinais de alerta para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. O monitoramento neurológico contínuo é essencial em pacientes com TCE.
Os sinais clássicos de um hematoma extradural incluem um trauma cranioencefálico, seguido por um período de lucidez (intervalo lúcido), e então uma rápida deterioração neurológica com cefaleia, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, anisocoria (pupila dilatada ipsilateral à lesão) e hemiparesia contralateral.
O hematoma extradural é geralmente arterial, biconvexo na TC, associado a fratura óssea e frequentemente apresenta intervalo lúcido. O subdural é venoso, em forma de crescente na TC, e pode ter um curso mais insidioso, sem intervalo lúcido claro.
O 'intervalo lúcido' é um período de melhora aparente após um TCE, antes da deterioração neurológica. É um sinal clássico e de alerta para hematoma extradural, indicando a necessidade de investigação e intervenção urgentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo