Hematoma Extradural: Diagnóstico e Sinais Clínicos no TCE

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021

Enunciado

Homem, 22 anos, vítima de acidente automobilístico, estava na moto sem capacete e colidiu com carro, tendo no momento do trauma perda momentânea de consciência, a seguir recobrou o nível de consciência, porém com cefaleia, entrando lúcido na ambulância e durante a chegada ao pronto-socorro, apresentou hemiparesia esquerda e midríase a direita, seguido por rebaixamento do nível de consciência, no restante do exame físico se identificou apenas algumas escoriações em braços e pernas. O tipo de TCE e lateralidade, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) Hematoma subdural à direita.
  2. B) Hematoma subdural à esquerda.
  3. C) Lesão axonal difusa.
  4. D) Hematoma extradural à direita.
  5. E) Hematoma extradural à esquerda.

Pérola Clínica

TCE + Intervalo lúcido + Midríase unilateral + Hemiparesia contralateral → Hematoma extradural.

Resumo-Chave

O hematoma extradural (ou epidural) é classicamente associado ao 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, mas deteriora neurologicamente horas depois. A midríase unilateral (geralmente ipsilateral à lesão) e a hemiparesia contralateral são sinais de herniação uncal, indicando compressão do III nervo craniano e do trato corticoespinhal, respectivamente, devido ao aumento da pressão intracraniana.

Contexto Educacional

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens, e a identificação rápida de lesões intracranianas é crucial. O hematoma extradural, também conhecido como hematoma epidural, é uma emergência neurocirúrgica que ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e a tábua interna do crânio, geralmente devido à ruptura da artéria meníngea média após um trauma. A apresentação clínica clássica do hematoma extradural inclui o 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o impacto inicial, mas deteriora neurologicamente horas depois. Sinais de lateralização, como hemiparesia contralateral à lesão e midríase ipsilateral (devido à compressão do III nervo craniano por herniação uncal), são indicativos de aumento da pressão intracraniana e compressão cerebral. A conduta imediata no hematoma extradural é a estabilização do paciente e a realização de uma tomografia computadorizada de crânio urgente para confirmar o diagnóstico e planejar a descompressão cirúrgica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo que atrasos podem levar a sequelas neurológicas graves ou óbito.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de um hematoma extradural?

Os sinais clássicos incluem um 'intervalo lúcido' após o trauma, seguido por deterioração neurológica, cefaleia intensa, vômitos, midríase unilateral (ipsilateral à lesão) e hemiparesia contralateral.

Qual a fisiopatologia do hematoma extradural?

Geralmente, o hematoma extradural resulta do sangramento da artéria meníngea média, que é lacerada por uma fratura do osso temporal. O sangue se acumula rapidamente entre a dura-máter e o crânio, formando uma lente biconvexa na tomografia.

Como diferenciar hematoma extradural de subdural clinicamente?

O extradural frequentemente apresenta um intervalo lúcido e deterioração rápida, enquanto o subdural, sendo venoso, tem um início mais insidioso e pode não ter um intervalo lúcido tão evidente. A tomografia é crucial para a diferenciação.

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