Hematoma Extradural: Diagnóstico e Sinais Clínicos no TCE

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

Garoto de 16 anos foi trazido pelo SAMU ao hospital metropolitano sendo relatado que há cerca de 2 horas, em uma partida de futebol, durante disputa de bola, chocou-se cabeça com cabeça com um adversário. No momento do trauma não perdeu a consciência e continuou jogando, porém após 15 minutos começou a sentir dor de cabeça e pediu para ser substituído. Após alguns minutos piorou da dor de cabeça e começou a apresentar vômitos; depois de 1 hora do trauma, evoluiu com sonolência e rebaixamento progressivo do nível de consciência. Durante o exame no pronto-socorro, o Glasgow era de 8, com Anisocoria à esquerda. Nesse caso, o provável diagnóstico é

Alternativas

  1. A) Hematoma Subdural.
  2. B) Hematoma Extradural.
  3. C) Contusão Cerebral.
  4. D) Hemorragia Sub Araquinodea.
  5. E) Lesão Axonal Difusa.

Pérola Clínica

TCE + intervalo lúcido + anisocoria → Hematoma Extradural (lesão artéria meníngea média).

Resumo-Chave

O hematoma extradural (epidural) é classicamente associado ao 'intervalo lúcido' após um TCE, seguido por deterioração neurológica rápida. Geralmente resulta de sangramento arterial (artéria meníngea média) e frequentemente está associado a fraturas ósseas. A anisocoria indica herniação cerebral.

Contexto Educacional

O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morte e incapacidade em jovens. Dentre as lesões intracranianas traumáticas, o hematoma extradural (ou epidural) é uma emergência neurocirúrgica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. Ele se forma entre a dura-máter e a calota craniana, geralmente devido à laceração da artéria meníngea média, frequentemente associada a uma fratura óssea, mais comumente na região temporal. A apresentação clínica clássica do hematoma extradural inclui o 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o impacto inicial, parecendo bem, mas depois deteriora rapidamente. Essa deterioração é marcada por cefaleia intensa, vômitos, sonolência progressiva e, em casos de compressão cerebral significativa, anisocoria (pupila unilateralmente dilatada e não reativa), que indica herniação uncal e é um sinal de gravidade extrema. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que revela uma lesão hiperdensa em forma de lente biconvexa. O tratamento é neurocirúrgico, com craniotomia e evacuação do hematoma, sendo crucial para prevenir danos cerebrais irreversíveis ou morte. A rápida identificação dos sinais e sintomas, especialmente o intervalo lúcido e a anisocoria, é fundamental para o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de um hematoma extradural após um TCE?

Os sinais clássicos incluem um 'intervalo lúcido' (período de melhora temporária após o trauma, seguido por deterioração neurológica), cefaleia progressiva, vômitos, rebaixamento do nível de consciência e, em casos avançados, anisocoria.

Qual a causa mais comum de sangramento no hematoma extradural?

A causa mais comum é a laceração da artéria meníngea média, que geralmente ocorre em associação com uma fratura do osso temporal. O sangramento arterial leva a uma rápida formação do hematoma e aumento da pressão intracraniana.

Por que a anisocoria é um achado preocupante em pacientes com TCE?

A anisocoria, especialmente uma pupila dilatada e não reativa, é um sinal de herniação cerebral iminente ou já estabelecida, geralmente devido à compressão do nervo oculomotor pelo lobo temporal medial (hérnia uncal), indicando uma emergência neurocirúrgica.

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