Hematoma Extradural Agudo: Diagnóstico e Sinais Chave

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2015

Enunciado

Paciente 24 anos deu entrada no PS com história de ter sofrido traumatismo craniano há 4 horas, durante uma partida de futebol (chocou-se com outro jogador). No momento do trauma, o paciente não perdeu a consciência e continuou jogando. Após 20 minutos do trauma, evoluiu com cefaleia e pediu para ser substituído. Após 45 minutos, apresentou piora da cefaleia e iniciou vômitos. Após 2 horas do trauma, evolui com sonolência e rebaixamento progressivo do nível de consciência. Na admissão no Hospital de trauma tem Glasgow de 7 com anisocoria à direita. Qual o diagnóstico provável?

Alternativas

  1. A) Lesão axonal difusa.
  2. B) Hematoma extradural agudo.
  3. C) Hematoma subdural agudo.
  4. D) Contusão cerebral.
  5. E) Concussão cerebral.

Pérola Clínica

Hematoma extradural agudo → trauma craniano + intervalo lúcido + deterioração neurológica rápida (anisocoria, Glasgow ↓).

Resumo-Chave

O hematoma extradural agudo é uma emergência neurocirúrgica clássica, frequentemente associado a fraturas de crânio que laceram a artéria meníngea média. O 'intervalo lúcido' é um achado característico, onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial antes de deteriorar rapidamente devido à expansão do hematoma. A anisocoria e o rebaixamento do nível de consciência indicam compressão cerebral.

Contexto Educacional

O hematoma extradural (HED) é uma emergência neurocirúrgica que ocorre em aproximadamente 1-3% dos traumatismos cranioencefálicos (TCEs). É caracterizado pelo acúmulo de sangue entre a dura-máter e a tábua interna do crânio, geralmente de origem arterial, mais comumente pela laceração da artéria meníngea média. A rápida expansão do hematoma pode levar a um aumento súbito da pressão intracraniana (PIC), resultando em herniação cerebral e morte se não tratado prontamente. A fisiopatologia do HED envolve um trauma de alto impacto, frequentemente associado a fraturas de crânio na região temporal ou parietotemporal. A laceração da artéria meníngea média, que é a principal fonte de sangramento, leva a uma hemorragia arterial que rapidamente forma um hematoma. O clássico 'intervalo lúcido' ocorre porque, após o impacto inicial, o paciente pode recuperar a consciência antes que o hematoma se expanda o suficiente para causar compressão cerebral significativa, levando a uma deterioração neurológica progressiva. O diagnóstico é feito com base na história clínica (TCE, intervalo lúcido, deterioração neurológica) e confirmado por tomografia computadorizada (TC) de crânio, que tipicamente mostra uma lesão hiperdensa biconvexa (lenticular). O tratamento é neurocirúrgico de emergência, com craniotomia para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico é geralmente bom se o diagnóstico e a intervenção forem rápidos, mas atrasos podem resultar em sequelas neurológicas graves ou óbito.

Perguntas Frequentes

O que é o intervalo lúcido no traumatismo craniano?

O intervalo lúcido é um período de tempo após um traumatismo craniano em que o paciente recupera a consciência e parece estar bem, antes de apresentar uma deterioração neurológica progressiva devido à expansão de uma lesão intracraniana, como o hematoma extradural.

Qual a principal causa do hematoma extradural?

O hematoma extradural é geralmente causado por um trauma craniano que resulta na laceração da artéria meníngea média, que corre na dura-máter. A hemorragia arterial causa uma rápida expansão do hematoma.

Quais são os sinais de alerta de um hematoma extradural?

Sinais de alerta incluem cefaleia progressiva, vômitos, sonolência, rebaixamento do nível de consciência, e sinais de lateralização como anisocoria (diferença no tamanho das pupilas) ou hemiparesia, indicando compressão cerebral.

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