HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Um paciente de 68 anos, submetido à hernioplastia inguinal com tela há sete dias, retorna à emergência por dor no local da inguinotomia, associada à presença de esquimose e hematoma escrotal moderado. O paciente nega febre e apresenta dor local. Os exames laboratoriais não apresentam alterações. A MELHOR conduta, nesse caso, é:
Hematoma/esquimose escrotal pós-hernioplastia sem febre/alterações lab → Observação.
Hematomas e equimoses escrotais são complicações comuns e geralmente autolimitadas após hernioplastia inguinal, especialmente em pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes. Na ausência de sinais de infecção (febre, leucocitose) ou sangramento ativo significativo, a conduta inicial é a observação, com medidas de suporte como compressas frias e analgésicos.
A hernioplastia inguinal é um procedimento cirúrgico comum, mas, como qualquer cirurgia, pode cursar com complicações pós-operatórias. Hematomas e equimoses na região inguinal e escrotal são ocorrências relativamente frequentes, especialmente nos primeiros dias após o procedimento, e seu manejo adequado é crucial para residentes. A presença de dor local, esquimose e hematoma escrotal moderado, sem febre ou alterações laboratoriais, sugere um hematoma autolimitado. Nesses casos, a conduta mais apropriada é a observação. Medidas de suporte como repouso, compressas frias e analgésicos podem ser úteis para aliviar os sintomas e promover a reabsorção do hematoma. A intervenção cirúrgica, como a drenagem do hematoma ou exploração da ferida, é reservada para situações específicas, como hematomas de grande volume que causam compressão significativa, sinais de infecção (abscesso) ou sangramento ativo e progressivo que comprometa a estabilidade hemodinâmica do paciente. A decisão de observar versus intervir deve ser baseada na avaliação clínica cuidadosa e na exclusão de complicações mais graves.
Hematomas escrotais são comuns devido à dissecção dos tecidos moles na região inguinal e escrotal, especialmente em pacientes com fragilidade capilar, uso de anticoagulantes, ou em cirurgias mais extensas.
A observação é a melhor conduta para hematomas escrotais moderados, sem sinais de infecção (febre, eritema intenso, secreção purulenta) ou sangramento ativo progressivo, e com exames laboratoriais normais. A maioria regride espontaneamente.
Sinais de infecção (febre, dor intensa e progressiva, secreção purulenta), hematoma de grande volume com risco de necrose cutânea, ou sangramento ativo e progressivo que cause instabilidade hemodinâmica indicariam a necessidade de intervenção cirúrgica para drenagem ou exploração.
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