Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 24 anos da entrada ao PS após ter sofrido queda de um andaime após estabilização e realizada uma TC com a seguinte imagem: Seu diagnóstico ira ser:\\n\\n
Imagem biconvexa/lenticular na TC de crânio após trauma → Hematoma Epidural (extradural).
O hematoma epidural resulta geralmente de trauma na região temporal com ruptura da artéria meníngea média, acumulando sangue entre a dura-máter e o crânio.
O hematoma epidural é uma emergência crítica do TCE. Fisiopatologicamente, ocorre o acúmulo de sangue no espaço extradural, frequentemente associado a fraturas cranianas que rompem vasos arteriais, sendo a artéria meníngea média o vaso mais envolvido. Devido à natureza arterial, a progressão pode ser fatal se não houver intervenção imediata. O diagnóstico padrão-ouro é a TC de crânio sem contraste, revelando massa hiperdensa biconvexa. Diferente do subdural, o epidural não ultrapassa as linhas de sutura craniana. O manejo envolve estabilização, monitorização da pressão intracraniana e, frequentemente, craniotomia de emergência para evacuação do coágulo.
A causa mais comum é o traumatismo cranioencefálico (TCE) que resulta em fratura do osso temporal e laceração da artéria meníngea média. O sangramento arterial sob alta pressão acumula-se rapidamente no espaço entre a tábua interna do crânio e a dura-máter.
Na TC, o hematoma epidural apresenta forma biconvexa ou lenticular, pois sua expansão é limitada pelas suturas cranianas. O hematoma subdural tem forma de crescente (côncavo-convexa), pois o sangue se espalha livremente pelo espaço subdural.
É um padrão clínico onde o paciente perde a consciência após o trauma, recupera-a por um período (minutos a horas) e depois deteriora rapidamente devido ao efeito de massa e aumento da pressão intracraniana pelo hematoma em expansão.
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