Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Paciente masculino 19 anos vítima de atropelamento resgatado pelo SAMU, segundo testemunhas ficou inconsciente por 10 minutos, agora refere dor de cabeça intensa após o acidente. Para avaliá-lo, foi solicitado inicialmente uma tomografia de crânio (TC) sem contraste. Podemos afirmar pela imagem que seria:
Hematoma epidural = TCE + período lúcido + TC crânio (lente biconvexa) + urgência neurocirúrgica.
O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica, geralmente associado a TCE e fratura de crânio que lesa a artéria meníngea média. Caracteriza-se por um período lúcido seguido de deterioração neurológica e, na TC, por uma coleção de sangue biconvexa (formato de lente).
O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica que ocorre após um traumatismo cranioencefálico (TCE), sendo mais comum em jovens adultos. Geralmente resulta da ruptura da artéria meníngea média, que cursa entre a dura-máter e o osso do crânio, frequentemente associada a uma fratura óssea. A rápida expansão do hematoma pode levar a um aumento súbito da pressão intracraniana e herniação cerebral, tornando o diagnóstico e tratamento precoces cruciais para a sobrevida e prognóstico do paciente. Clinicamente, muitos pacientes apresentam um 'período lúcido' após o trauma inicial, onde recuperam a consciência e parecem estáveis, antes de uma rápida deterioração neurológica. Os sintomas incluem cefaleia progressiva, náuseas, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, anisocoria (pupila dilatada ipsilateral à lesão) e déficits neurológicos focais. A tomografia de crânio sem contraste é o exame padrão-ouro para o diagnóstico, revelando uma coleção hiperdensa (sangue) com formato característico de lente biconvexa ou lenticular, que geralmente não cruza as suturas cranianas. O tratamento do hematoma epidural é neurocirúrgico e consiste na craniotomia de urgência para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo entre o trauma e a intervenção cirúrgica, sendo melhor quanto mais precoce o tratamento. A monitorização da pressão intracraniana e o manejo de suporte são fundamentais no pós-operatório. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente este quadro e iniciar as medidas de suporte e encaminhamento adequadas.
Os sinais clínicos incluem história de traumatismo cranioencefálico, cefaleia intensa, náuseas/vômitos, e classicamente, um 'período lúcido' seguido de deterioração neurológica, como rebaixamento do nível de consciência, anisocoria e déficits focais.
Na tomografia de crânio sem contraste, o hematoma epidural aparece como uma coleção hiperdensa (sangue fresco) com formato de lente biconvexa ou lenticular, que geralmente não cruza as linhas de sutura cranianas.
A principal causa do hematoma epidural é a ruptura da artéria meníngea média, frequentemente associada a uma fratura óssea do crânio que cruza o trajeto dessa artéria, após um traumatismo cranioencefálico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo