Hematoma Epidural: Diagnóstico e Manejo Urgente no TCE

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 46 anos sofreu queda da laje; ao ser admitido no hospital, conduzido por familiares, apresentava-se sonolento, com fala arrastada e com otorragia à esquerda e ferimento lacero-contuso em região frontoparietal esquerda e períodos de consciência intercalados com sonolência excessiva e torpor. A tomografia computadorizada é apresentada a seguir.(ATLS™ – Advanced Trauma Life Support. Manual do estudante, 10ª Edição, 2018, Cap. 6.)Após medidas iniciais na sala de emergência, é correto afirmar que a conduta indicada com a correta justificativa é:

Alternativas

  1. A) trepanação por hematoma parenquimatoso à esquerda, devido à lesão da membrana aracnoide.
  2. B) craniotomia descompressiva, por hematoma epidural à esquerda, devido à lesão de artéria meníngea média.
  3. C) trepanação por hematoma subdural agudo à esquerda, devido à lesão das veias subdurais.
  4. D) manitol + anticonvulsivantes IV, em razão de haver concussão cerebral à esquerda com fratura subgaleal concomitante.
  5. E) abordagem conservadora, com corticoide sistêmico por via IV + ventilação e oxigenação em alto fluxo, em razão de haver contusão cerebral à esquerda.

Pérola Clínica

TCE + Período lúcido + Otorragia/Fratura frontoparietal → Hematoma epidural = Craniotomia de emergência.

Resumo-Chave

O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica, tipicamente causada por lesão da artéria meníngea média após trauma cranioencefálico. A apresentação clássica inclui um 'período lúcido' seguido de deterioração neurológica. A tomografia computadorizada confirma o diagnóstico e a craniotomia descompressiva é a conduta salvadora.

Contexto Educacional

O hematoma epidural (HE) é uma coleção de sangue entre a dura-máter e a calota craniana, geralmente de origem arterial, sendo a lesão da artéria meníngea média a causa mais comum. Representa uma emergência neurocirúrgica grave, correspondendo a 1-3% de todos os traumas cranioencefálicos (TCEs) e com alta mortalidade se não tratado prontamente. É crucial para residentes reconhecerem rapidamente essa condição. A fisiopatologia envolve o sangramento arterial rápido que descola a dura-máter do osso, formando uma lente biconvexa na tomografia. A apresentação clássica inclui o 'período lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, antes de uma deterioração neurológica rápida devido ao aumento da pressão intracraniana. Sinais como otorragia e ferimentos na região frontoparietal reforçam a suspeita. A conduta para o hematoma epidural é a craniotomia descompressiva de emergência para evacuação do hematoma e controle do sangramento. Medidas conservadoras são raramente apropriadas e podem ser fatais. O prognóstico é melhor quando o diagnóstico e a intervenção são rápidos, antes que ocorra herniação cerebral e lesão irreversível do tronco encefálico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que sugerem um hematoma epidural após TCE?

Sinais incluem um período de consciência (período lúcido) após o trauma, seguido por deterioração neurológica progressiva, como sonolência, fala arrastada e torpor. Otorragia e ferimentos na região frontoparietal também são indicativos, sugerindo o local do impacto.

Qual a causa mais comum do hematoma epidural e sua localização típica?

O hematoma epidural é mais frequentemente causado pela ruptura da artéria meníngea média, geralmente associada a fraturas ósseas na região temporal ou frontoparietal. Ele se localiza entre a dura-máter e a calota craniana, formando uma lesão em formato de lente biconvexa na TC.

Por que a craniotomia descompressiva é a conduta indicada para o hematoma epidural?

A craniotomia descompressiva é indicada para remover o hematoma, aliviar a compressão cerebral e controlar o sangramento da artéria meníngea média. É uma medida de emergência para reduzir a pressão intracraniana e prevenir lesão cerebral irreversível por herniação.

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