Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Paciente de 18 anos é trazido ao pronto socorro após queda do telhado de aproximadamente 7 metros. Equipe de resgate relata que na cena estava inconsciente, porém no transporte apresentou melhora do quadro neurológico. Chega à sala de emergência em prancha rígida, com colar cervical, sem alterações toracoabdominais relevantes. No momento mantém abertura ocular à pressão, agitado, confuso, com movimentos de retirada inespecífica à dor/pressão. Ao exame físico apresenta creptações ósseas em região temporal esquerda. Foi submetido à tomografia de crânio sem contraste (abaixo). Pergunta-se: A etiologia anatômica lesada provavelmente é:
Hematoma epidural → lesão artéria meníngea média (fratura temporal) = intervalo lúcido.
O hematoma epidural é classicamente associado à ruptura da artéria meníngea média, geralmente após trauma cranioencefálico com fratura do osso temporal. A apresentação pode incluir um 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência temporariamente antes de deteriorar novamente, devido ao acúmulo rápido de sangue arterial.
O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica que ocorre em aproximadamente 1-3% dos traumas cranioencefálicos (TCEs) graves. É mais comum em jovens adultos e adolescentes, frequentemente associado a acidentes automobilísticos ou quedas. A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir danos cerebrais irreversíveis e morte, tornando-o um tema de alta relevância para residentes em emergência e neurocirurgia. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos, mais comumente a artéria meníngea média, devido a uma fratura do osso temporal. O sangramento arterial acumula-se rapidamente no espaço epidural, comprimindo o parênquima cerebral subjacente. A suspeita clínica deve surgir em pacientes com TCE que apresentam um 'intervalo lúcido', seguido por deterioração neurológica, embora nem todos os casos apresentem essa característica clássica. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio. O tratamento padrão é a craniotomia de emergência para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico é geralmente bom se o diagnóstico e o tratamento forem rápidos, mas pode ser devastador em casos de atraso. A monitorização da pressão intracraniana e o suporte intensivo são componentes essenciais do manejo pós-operatório.
Os sinais incluem perda de consciência inicial seguida por um 'intervalo lúcido', cefaleia intensa, vômitos, convulsões e deterioração neurológica progressiva, como anisocoria e hemiparesia. Crepitações ósseas podem indicar fratura associada.
A principal causa é a ruptura da artéria meníngea média, que cursa na dura-máter e é vulnerável a lesões por fraturas do osso temporal. O sangramento arterial leva a um acúmulo rápido de sangue entre a dura-máter e o crânio.
Na TC, o hematoma epidural tipicamente aparece como uma lesão hiperdensa em forma de lente biconvexa (lenticular), que não cruza as suturas cranianas, mas pode cruzar a linha média.
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