Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Carlos, de 35 anos, sofreu um acidente automobilístico e chegou ao hospital em coma (Glasgow 6). A tomografia computadorizada revelou um hematoma epidural. Sabendo que essa condição requer intervenção imediata, qual é o achado clínico clássico dessa lesão?
Hematoma epidural → Intervalo lúcido + deterioração neurológica rápida.
O intervalo lúcido é um achado clássico do hematoma epidural, ocorrendo devido a um sangramento arterial (geralmente da artéria meníngea média) que inicialmente permite uma recuperação parcial da consciência antes da rápida deterioração neurológica pela expansão do hematoma.
O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica caracterizada pelo acúmulo de sangue entre a dura-máter e a calota craniana, geralmente de origem arterial, mais comumente da artéria meníngea média. Representa cerca de 1-3% de todas as lesões cerebrais traumáticas, mas tem alta morbimortalidade se não tratado prontamente, sendo crucial para residentes reconhecerem seus sinais. A fisiopatologia envolve um trauma de alta energia que causa fratura óssea e laceração de vasos arteriais, resultando em sangramento rápido. O achado clínico clássico é o "intervalo lúcido", onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, antes de uma deterioração neurológica rápida e progressiva devido à expansão do hematoma e compressão cerebral. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que mostra uma lesão hiperdensa biconvexa ou lenticular. O tratamento é neurocirúrgico de emergência, com craniotomia para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo melhor em pacientes que são operados antes de desenvolverem sinais de herniação cerebral. A monitorização intensiva pós-operatória é fundamental para detectar e manejar complicações.
Os sinais de alerta incluem um período de lucidez após a perda inicial de consciência, seguido por rápida deterioração neurológica, como diminuição do nível de consciência, cefaleia intensa, vômitos e déficits focais.
O intervalo lúcido ocorre porque o sangramento, geralmente arterial (artéria meníngea média), é inicialmente contido pela dura-máter, permitindo uma recuperação temporária. No entanto, a pressão arterial continua a expandir o hematoma rapidamente, levando à compressão cerebral e deterioração.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, avaliação neurológica rápida (Escala de Coma de Glasgow), tomografia computadorizada de crânio de emergência e consulta neurocirúrgica imediata para possível drenagem cirúrgica.
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