ENARE/ENAMED — Prova 2023
Um paciente foi submetido a uma cirurgia abdominal, e o anestesista introduziu um cateter peridural para analgesia. O paciente se encontra na UTI utilizando heparina de baixo peso molecular como anticoagulação profilática, e a enfermeira questiona o médico plantonista se pode retirar o cateter. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada e a respectiva justificativa?
Cateter peridural + HBPMM → aguardar orientação anestesista para remoção (risco hematoma epidural).
A remoção de cateter peridural em paciente utilizando heparina de baixo peso molecular (HBPM) para profilaxia de trombose exige um intervalo de segurança para minimizar o risco de hematoma epidural, uma complicação grave. A conduta deve ser sempre discutida com o anestesista, que é o especialista na gestão desses riscos.
A analgesia peridural é uma técnica eficaz para controle da dor pós-operatória, mas sua utilização em pacientes anticoagulados, mesmo que profilaticamente, exige cautela extrema. A principal preocupação é o risco de hematoma epidural, uma complicação rara, mas devastadora, que pode levar a compressão medular e déficits neurológicos permanentes. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é um anticoagulante comumente usado para profilaxia de trombose em pacientes cirúrgicos. Sua administração requer um intervalo de tempo seguro antes da inserção ou remoção de cateteres neuroaxiais. Para remoção de cateter peridural, as diretrizes geralmente recomendam aguardar um período de 10 a 12 horas após a última dose profilática de HBPM. A decisão sobre o momento exato da remoção do cateter deve ser individualizada e sempre discutida com o anestesista responsável. Este profissional avaliará o perfil de coagulação do paciente, a função renal (que afeta a depuração da HBPM) e outros fatores de risco para sangramento, garantindo a segurança e minimizando o risco de complicações hemorrágicas no espaço epidural.
O principal risco é o desenvolvimento de hematoma epidural, que pode comprimir a medula espinhal e causar déficits neurológicos permanentes se não for diagnosticado e tratado rapidamente.
Geralmente, recomenda-se um intervalo de pelo menos 10 a 12 horas após a última dose profilática de heparina de baixo peso molecular antes da remoção do cateter peridural.
O anestesista é o profissional mais qualificado para avaliar o risco-benefício da remoção do cateter, considerando o tipo e dose do anticoagulante, função renal do paciente e outros fatores de risco para sangramento, garantindo a segurança do paciente.
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