Hematoma Epidural: Diagnóstico e Manejo em TCE Grave

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de acidente automobilístico no qual o veículo em que estava colidiu com caminhão. Usava cinto de segurança e foi retirado consciente do carro pela equipe de resgate. Apresentava amnésia anterógrada. Após atendimento pré-hospitalar, o paciente foi levado ao pronto-socorro, sem déficits motores ou sensitivos. No hospital, o médico pede uma tomografia computadorizada de crânio para avaliação. Alguns minutos depois, a equipe de enfermagem solicita avaliação de emergência para o paciente, com necessidade de intubação orotraqueal por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila esquerda dilatada. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste Ao considerar a situação clínica do paciente e a imagem tomográfica apresentada, o médico diagnosticou

Alternativas

  1. A) hematoma subdural agudo, sendo necessário realizar hidantalização do paciente e aguardar melhora clínica.
  2. B) contusão cerebral, sendo necessário realizar cirurgia de emergência para controle de hipertensão intracraniana.
  3. C) hematoma epidural, sendo necessário realizar cirurgia de emergência para controle da hipertensão intracraniana.
  4. D) hematoma intraparenquimatoso, sendo necessário realizar hidantalização do paciente e aguardar melhora clínica.

Pérola Clínica

Trauma cranioencefálico + rebaixamento de consciência + anisocoria + pupila dilatada → Hematoma epidural = Cirurgia de emergência para descompressão.

Resumo-Chave

A rápida deterioração neurológica em um paciente com trauma cranioencefálico, manifestada por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila dilatada, sugere uma lesão expansiva intracraniana aguda, como o hematoma epidural, que requer intervenção cirúrgica de emergência para controle da hipertensão intracraniana.

Contexto Educacional

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens, frequentemente associado a acidentes automobilísticos. A avaliação inicial e o monitoramento contínuo do paciente com TCE são cruciais para identificar deterioração neurológica e intervir precocemente. A amnésia anterógrada, embora um sinal de concussão, não descarta lesões mais graves. A rápida progressão de um estado de consciência preservado para rebaixamento do nível de consciência, acompanhada de anisocoria e pupila dilatada, é um sinal de alarme para herniação cerebral iminente, geralmente causada por uma lesão expansiva intracraniana. O hematoma epidural, caracterizado por sangramento entre a dura-máter e o crânio, é uma emergência neurocirúrgica que exige descompressão imediata para salvar a vida do paciente e minimizar sequelas neurológicas. A tomografia computadorizada de crânio é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para uma lesão intracraniana grave após TCE?

Sinais de alerta incluem rebaixamento do nível de consciência, anisocoria (diferença no tamanho das pupilas), cefaleia intensa, vômitos em jato e déficits neurológicos focais.

Qual a principal característica do hematoma epidural na TC de crânio?

Na TC, o hematoma epidural tipicamente aparece como uma lesão hiperdensa biconvexa (em forma de lente), que não cruza as suturas cranianas, mas pode cruzar os vasos.

Por que a cirurgia é essencial no tratamento do hematoma epidural?

A cirurgia de emergência (craniectomia ou craniotomia) é essencial para evacuar o hematoma, aliviar a compressão cerebral e controlar a hipertensão intracraniana, prevenindo danos neurológicos irreversíveis ou morte.

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